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ARTIGOS EVIRT |
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Milled Assed |
| JUSTIÇA A Justiça Humana não é totalmente incompatível com a Divina . Resguardadas as limitações da primeira , uma vez que se trata de uma transcendência oferecida pela segunda, tem suas similitudes, porém , diferenciadas em seus critérios. A Humana cobra do devedor, enquanto a Divina procura resgatar a miserabilidade do devedor. Quase sempre a nossa justiça é movida por peças reparadoras às infrigências das leis . A divina busca, antes de tudo, o reequilíbrio dos desafetos em jugo leve que permite o reparo em penas brandas, objetivando o restabelecimento da paz daquele que errou. As leis dos homens evoluem com os próprios homens. O que ontem era legal, hoje é aviltamento ou barbarismo . As Divinas são imutáveis. A Humana oferece amplo direito de defesa, mas aceita nos autos peças enganosas. A Divina está promulgada no próprio Ser, independente do estado de consciência de cada individualidade. A Humana procura corrigir o crime. A Divina em recuperar o criminoso. A Humana oferece recursos para o ajuste nos processos. A Divina processa recursos para o reajuste do ser humano. A Humana condena de acordo com as provas apresentadas, conjugadas aos atenuantes e agravantes. A Divina, apesar de não instaurar processo algum, oferece oportunidades múltiplas de reajustes no curso do tempo. A Humana oferece sursis . A Divina, misericórdia. A Humana está dimensionada às leis que refletem o estado de Direito. A Divina está explicitada no próprio Ser que carreia o libelo que escreveu com o lápis de suas próprias atitudes. A Humana, após a condenação, envia o infrator para detrás das grades da prisão. A Divina não tem grades nem prisão. O culpado leva-as consigo para onde for. A Humana faz saldar o crime, privando o criminoso de sua liberdade. A Divina, para recuperar o impenitente, tolhe provisoriamente o seu Livre Arbítrio e deixa-o entregue ao "pranto e ranger de dentes, até pagar o último ceitil" ( Mat. 5 26 ) ( Luc. 12 59 ) A Humana oferece alvará de soltura ou comutação da pena quando o prisioneiro demonstra bom comportamento. A Divina perdoa o restante da dívida, mas recomenda "vá e não peques mais para que coisa pior não te suceda". A Humana comporta a apelação. A Divina atende aos apelos, através da prece. A Humana libera os inocentes. A Divina sabe que aqui na Terra não há inocentes. Todos, uns mais outros menos, têm culpas registradas no "cartório" espiritual.. É de admirar as atitudes simplórias. O homem , ainda não detentor do conhecimento das Leis Divinas, e ignorando o espírito de justiça daquelas Leis, quase sempre galvaniza-as em seus sentimentos no pressuposto de ser a sua realidade. Quando ofendido por um semelhante, não tendo como levar o seu agressor aos tribunais terrestres, apela para a vingança , exigindo às vezes a participação de Deus em socorro ao seu estado de insatisfação. Com o dedo em riste apontado para o céu , exclama: "ele há de pagar... Aquele lá de cima não falha". Outros menos raivosos, porém não menos desejosos de vingança, afirmam: "A Justiça Divina tarda mas não falha". De um modo geral, exigimos que Deus compartilhe de nossa vingança pessoal. Poucos afirmam com serenidade: "Entrego para Deus". Por estas e outras, dá para sentir o quanto ainda estamos distanciados da concepção das Leis Superiores que regem os nossos destinos.
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