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Tesouros
Genuínos Este
nosso mundo constitui um lugar de vida primária, onde se valorizam os
aspectos relativos e insustentáveis da existência humana, em lugar de
valores e princípios de sustentação legítima e real. Preferimos, dado
o entorpecimento mental e ignorância das coisas elevadas, as concepções
de vida alicerçadas sobre as ilusões e os referenciais relativos e perecíveis,
que não se sustentam além do
controle e do poder das mentes subsidiadas pelo inconsciente coletivo.
Somos assim, em nossa maioria, impregnados das energias condensadas, que
entorpecem a consciência humana, privada de luz e de
autonomia mental.
A dependência dos estímulos que se ofertam, alheios às genuínas
necessidades e liberdades de escolha, de conteúdo frágil e relativo
constitui atitude predominante, posto que fruto das ocupações e das tendências
inclinadas para a materialidade, em detrimento dos apelos da realidade
sublime e absoluta, fonte porquanto da espiritualidade imanente em todos
os seres humanos, em que pese jazem sob a lápide fria da inconsciência,
por ora então embrutecidos e
alienados ante suas responsabilidades cósmicas designadas.
Não obstante este contexto, a humanidade segue seus passos, por
voluntária concessão, à deriva da corrente do progresso autêntico e
real, condicionada assim às repetições mundanas que lhes fornecem a máscara
da personalidade primitiva e irreal. Decerto, está desconectada do elo
sustentável da espiritualidade certificada, a qual desalinha a maioria de
nós do eixo de sustentação da Fraternidade Cósmica, por força dos
devaneios, da ignorância, dos vícios morais e sobretudo da voluntária
deserção espiritual.
Polarizada assim sob as amarras frágeis e insustentáveis dos
valores e ideais inferiores, e ainda nas consciências centradas em ocupações
e pensamentos primários, renega porquanto sua hereditária filiação
Divina, estabelecida dado o Amor Universal gerado da Maternidade Cósmica
em infinito processo criador. Contudo, preferem-se as circunstâncias
pegajosas dos prazeres finitos e ilícito
da materialidade inconsciente, ao da expressão do bem, do puro e
do sagrado, ou seja, inclinam-se para as escolhas desproporcionais ante a distinção de valores, entre o apego material que
aprisiona o espírito e a sutilidade espiritual que o redime para a
eternidade.
Por certo, o barulho do mundo exterior, ecoado pelos vendilhões
insensatos e hipócritas, e impregnando-nos de vibrações em escala
negativa quanto ao solfejo universal, contribui para a desatenção e a
alienação mental, refratando-nos assim
a atenção para o silêncio interior, fonte porquanto de infinitas
possibilidades de renascimento e de realizações legítimas. Enquanto
regimentam nossas vidas, sob os referenciais e princípios enganosos,
cujas barganhas não possuem a legitimidade da dimensão espiritual,
buscando então preservar seus tesouros de pó e de ilusões, destarte
seus valores mesquinhos e perecíveis. Suas posses e suas riquezas são
como castelos de areia ao sabor das ondas do mar.
Por que buscar valores que servem unicamente às satisfações estéreis
e insignificantes do ego, que não frutificam para a eternidade? Possuímos,
no entanto, eterna fonte dos valores genuínos que não se limitam às
satisfações perecíveis da materialidade. E posto assim que nos
afastamos da condição espiritual inata, restringimos nossa percepção
para aquém da visão relativa e limitada da consciência materializada,
de tal forma que nos acomodamos a um canto, quando possuímos as asas da
liberdade, e além do horizonte para explorar. Contudo, preferimos as
posses das quais não detemos o alvará de propriedade, dado a que sejam
bens alienados a este mundo, no lugar da certificação espiritual
recebida de nossa herança Divina.
Na encruzilhada da vida, fazemos nossas escolhas pessoais, que em
sua maioria acompanham as tendências do inconsciente coletivo que nos
serve de referencial. Nossos parâmetros interiores, adormecidos dado que
não nos acostumamos consultá-los, são assim preteridos ante a natural
inclinação para os apelos exteriores que nos dominam a vontade e a
autonomia subjugada. Dependentes então das vibrações inferiores na
escala de valores da consciência, rendemos ao apego material, aos hábitos
nefastos, e a todo tipo de tesouros ilusórios e insignificantes, em que
pese a força atrativa de seus chamamentos. Dado a que nos pegam em
desatenção, ou mesmo em estado de carência e de privação,
apresentam-se como tábuas de salvação imediata, não obstante por
limitado tempo e por relativa sensação de prazer, poder ou riqueza
insustentáveis.
O real valor se revela no mais íntimo do ser, sem publicidades ou
trocas insensatas, posto que se faz conquista eterna e infinita. O ouro
nem o diamante não possuem o
brilho dos tesouros genuínos da alma, porquanto não se comparam com a
riqueza da consciência iluminada. Posto então que sejam valores depreciáveis,
não tendo fora da dimensão material, transitória e insustentável,
reconhecimento e apreciação.
Nossos apegos ilegítimos são expressão de uma consciência
inconsciente de sua autêntica natureza. Dado assim a que não reconhece
sua essência espiritual, apega-se a ideais, princípios e valores de
contexto material, subjetivo, oriundos do campo das sensações. São
tesouros que não sustentam a felicidade permanente, nem satisfazem o espírito
sedento dos valores que o devem ascender enfim à eternidade.
Os valores materiais
constituem ferramentas e não tesouros. Conquanto, são instrumentos
importantes como meio de sobrevivência e de comodidade, não devem assim
ser objeto de apreciação e de valorização fútil e irreal. Os
verdadeiros tesouros são aqueles que transcendem a dimensão transitória
da vida, e perpetuam seu valor para toda a eternidade, posto que sejam de
riqueza espiritual. Quando então nos apegamos aos valores perecíveis
acumulamos tão apenas pêsos e não tesouros legítimos, que decerto
obstruem o espírito na conquista dos valores genuínos da
espiritualidade.
Feito poça de água fétida e paralisada assim se apresenta aquele
que não estabelece um canal com um lago de águas puras para sua limpeza.
Ao abrirmos porquanto a consciência para o manancial de vibrações
sublimes da Consciência Cósmica, substituímos aos poucos os valores
ilusórios dos sentidos, do poder temporal e dos prazeres inferiores, pelo
tesouros emanados dado a nossa definitiva iluminação interior, de
potencialidade infinita e real. De
forma que haveremos de fazer as trocas necessárias para a transcendência
inexorável do espírito, destarte
a dimensão espiritual precedente.
Os prazeres da dimensão material são transitórios e mesquinhos,
posto que nem se sustentam nem possuem valor autêntico. Dado o
desconhecimento dos tesouros genuínos, da dimensão espiritual,
constituem assim referenciais de vida usual, em que pese não
prover satisfação legítima ao espírito inconsciente de sua herança
Divina. Por intuição, possuímos a lembrança dos tesouros genuínos,
cujo acesso se refrata pelas trancas mesquinhas do ego. Porquanto seja sua
vitalidade, preserva-se a autoridade pelo receio de que perca suas
insignificantes riquezas ilusórias, mantendo assim a consciência
fragilizada sob seu domínio e poder.
Assim como a flor não serve ao riacho que nem lhe aprecia a
beleza, destarte ao artista se revela sublime paisagem. Tanto quanto, nos
devem ser objetos de apreciação os ideais e valores que suscitam
felicidade e prazer legítimos à alma, sensível porquanto às vibrações
sutis da harmonia, da paz, da compaixão e das virtudes morais. São assim
tesouros genuínos, de eterna e infinita satisfação, ornamentos da
consciência ascencionada às elevações sublimes da Mente Universal.
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