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O Princípio da não resistência O
Universo opera através de regras complexas, que a despeito se manifestam
naturalmente em que pese as correlações ilimitadas de que se dispõe
para expressar o potencial infinito da Consciência Cósmica em permanente
estado criador. Destarte esta infinita dinâmica de possibilidades, a base
de sustentação se fixa no equilíbrio mútuo, decorrente da interação
e correspondência perfeita entre os astros, assim como na energia do amor
universal, expressando o sentimento da Divindade por toda a imensidão do
Cosmo. Porquanto
seja tal harmonia, o sol não conflita com seus planetas, nem estes com
seus satélites naturais. As estrelas, por sua vez, têm em cada outra o
ponto necessário de sustentação, sem o qual despencariam alhures no
espaço sideral, promovendo um desequilíbrio em cadeia de proporções
incomensuráveis. Felizmente, sustentam os astros entre si uma correspondência
de mútua sustentação, nutrida sob os liames do Amor Universal, que
determinam a harmonia prevalente, promovendo uma sinfonia Cósmica sob a regência das notas sublimes da sabedoria Divina. O
homem, da forma como se manifesta em nosso planeta, dado seu livre arbítrio
e o estado circunstancial de evolução espiritual, constitui o único
ponto destoante em seu ambiente natural. Posto que mantém ainda, em regra
geral, uma postura orientada para a prostituição da sociedade e para a
predatismo da natureza e das espécies. De forma a promover todo o tipo de
violência, injustiça social, desequilíbrio ecológico e desorientação
mental, fruto do descontrole proporcionado por sua irresponsabilidade, e
sobretudo dado o comportamento de resistência contra as forças naturais
do Universo, e em última instância contra a energia sublime do Amor
Universal. Toda
resistência cria uma energia condensada em torno do ambiente, objeto da
luta empreendida, que gera assim desarmonia e conflito, fruto do fluxo do
amor retraído ante as barreiras opostas da reação. São como águas
estagnadas onde as larvas encontram ambiente propício para nascer e
criar. Conquanto seja tal oposição, a interrupção do fluxo natural da
vida relega ao homem paralisação e sofrimentos. Ao favorecer contudo a
emanação do Amor Universal em sua vida, alinha-se à corrente do
Sentimento Divino em sua direção, obtendo infinitos recursos de sua
necessidade legítima, posto que subtraído da reação contrária, se
dispõe à canalização de forças ilimitadas a seu favor.
Observemos
como opera a natureza. O sol não se esforça para dar sustentação aos
planetas que o orbitam, nem por certo para emanar calor e luz, energias
indispensáveis à geração e sustentação da vida na Terra, sendo de
sua natureza cumprir o papel designado. Posto que esse esforço esteja
alinhado com as regras sublineares da Consciência Cósmica, opera assim
espontaneamente, sem qualquer resistência, sem ao menos se revoltar
contra as forças naturais de que precisa para operar. Constitui
a natureza o campo das potencialidades ilimitadas, onde se organizam e
operam todos os eventos demandados pelo Universo, expressão infinita do
poder mental da Divindade, porquanto oportuno e infalível. Assim,
sugere-nos a sabedoria agir em consonância com suas regras e princípios,
pensando e operando em sintonia com suas forças e energias favoráveis,
no lugar de estabelecer resistência e revolta injustificáveis, bases de
conflito, de desunião e de desarmonia. Assim
como a primavera se expressa espontaneamente através do desabrochar das
flores, manifestando encanto e beleza, deve o homem submeter sua vontade
mesquinha, seu esforço limitado e seus desejos perecíveis à ação inefável
da Consciência Cósmica, à
grandeza da natureza que opera naturalmente em sua mente. Cabe então a
si, pelo livre arbítrio outorgado, escolher pensar e agir segundo os
preceitos sábios e infalíveis da natureza, e de certa forma não opor
resistência às suas forças e princípios, alinhando-se assim ao fluxo
da energia do amor universal, que emana a todos indistintamente do Divino
coração. As
relações sociais no planeta carecem de amor e por isso caracterizam-se
pela competição recíproca. As religiões, as ideologias políticas, as
nações e comunidades conflitam interesses, opondo-se resistência mútua,
em discordância com os desígnios naturais e superiores de fraternidade.
Baseando-se suas interações sob os alicerces do egoísmo e da vaidade,
projetado coletivamente no campo social, na verdade dispõem resistência
ao fluxo da energia do amor, promovendo desarmonia e conflitos recíprocos.
Canalizam assim voluntariamente para toda a humanidade os dejetos de que
sejam fonte, operando irresponsavelmente contra o Universo e contra sua própria
felicidade. Podemos
ainda, dada perversidade extrema, contribuir para a extinção de todas as
espécies vivas do planeta, quiçá em segundos, quando a natureza dispôs
milhões de anos para criar. Contudo, não obstante a ação irresponsável
e seu pseudopoder, não poderá o homem extinguir o gérmen da vida,
latente e preservado no laboratório Divino sob os segredos mais profundos
e sagrados da natureza. E em que pese toda a atual e propalada ciência
humana, não será capaz de
desvendar. Ainda
mesmo quando bem intencionado, e disposto sinceramente a conquistar
qualidade de vida, bem estar social, paz mundial e a felicidade, o homem
dispõe uma postura equivocada, pensando e agindo na contra-mão do fluxo
natural necessário. De forma que, em busca de suas conquistas, luta contra
a violência, a fome, a miséria, a guerra, e por fim contra
seus defeitos e imperfeições de caráter, sob pena contudo de
perpetuar indefinidamente, dada a resistência imprimida, as situações
indesejadas que combate. Tal atitude responde ainda à mentalidade predatória
e de conflito interno de que seja por ora
portador. No
lugar de sustentar uma postura de combate sistemático, de resistência às
forças contrárias ao bem, à evolução e à felicidade, devemos manter
uma postura natural de
não-oposição, e alinharmo-nos ao poder infinito e ilimitado do
Amor Universal, que emana sua energia sistematicamente para toda a
humanidade. Ao resistir, criamos uma resistência
imediata de oposição, de igual ou maior intensidade, porquanto
neutralizando assim nossa força, de forma que os êxitos ou resultados
serão mínimos, desproporcionais à luta imprimida, dada a energia
inocuamente desperdiçada. As
forças de oposição ante uma situação que nos incomoda não estão
alinhadas ao fluxo de energia do Amor Universal, dado que se
instrumentalize pelo escudo da resistência. Tampouco lhe confia seu
apoio. O rio caudaloso desce e não sobe a montanha, assim como deve o
homem pensar e agir favoravelmente em concordância com os ditames do
amor. Resistir demanda
energia negativa, de baixa freqüência, que instala o homem nas águas
paradas do desamor e do desequilíbrio, divorciado assim da Fonte genuína
da vida. O
botão jamais opõe resistência às forças naturais que operam sobre a
flor para que desabroche, apenas desabrocha, estimulado pelas forças que
agem sobre sua vontade favorável. Como assim também o homem não se
esforça para respirar, apenas inspira e expira o fluido da vida que lhe
perpassa a corrente sanguínea para viver. E, através da natureza, assim
como do campo das potencialidades infinitas, operando em nossa mente e
coração, canalizamos o fluxo do Amor Universal a nos ofertar a dádiva
da verdadeira e sustentável felicidade.
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