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Elizabeth Chelle  

 

         Triste Amanhecer              



Amanhece o dia, o sol nasce mostrando seus raios dourados, invadindo os lares através das frestas das janelas. O nevoeiro do amanhecer dá um toque especial à natureza e as gotinhas que se formaram durante a noite suavemente escorregam pelas folhas das plantas, refletindo tais raios solares como brilhantes de um novo dia, fazendo o espírito  transbordar de alegria.

A noite de sono aquecida e embalada por doces sonhos e grandes expectativas, amparadas numa boa dose de esperança, logo é abalada quando ouvimos notícias de que o frio, que não foi por muitos sentido, tirou a vida de alguém, levando a esperança e todos os sonhos de uma existência mais digna e justa, tornando-se um ninguém.

Enquanto em meu leito aquecido dormia, um irmão na rua tremia, pois o frio faz os ossos doerem e as articulações endurecerem,  fazendo o pavio da vida aos poucos desaparecer.

Esse irmão não teve oportunidade de ver suas esperanças se tornarem realidade, vivendo sem teto, sem lar, sem ter um lugar para seu corpo descansar. Sem ter com quem compartilhar, não viu seus sonhos se tornarem reais e sua vida, como a gotinha de orvalho que,  após o contato com os raios solares,  escorrega da folhinha da planta caindo em direção ao solo, se apaga no frio impiedoso, sem chances de recomeçar.

Mas nós  podemos ser os raios solares  que trazem calor e vida, amenizando o frio impiedoso que atinge muitos irmãos, antes que suas vidas escorreguem em direção ao solo.


                 

 

 

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