Elizabeth Chelle |
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Como
folhas livres no ar, palavras jogadas ao vento voam de um lado para o
outro, podendo ser semeadas na família, no trabalho, no colégio ou no
meio de amigos. Fertilizadas por necessidades diversas, tentam enraizar.
Mas só serão cultivadas se você permitir, afastando-se da bondade. Se
ouvidas, compense com a reflexão e use o filtro do coração. Pense nas conseqüências. A quem beneficiarão? Se cair na tentação, anulando o coração, ouça a razão. Vãs palavras soltas no ar poderão o veneno da maldade espalhar. Será que o veneno atingirá somente aquilo que pensou ou a quem, sem se preocupar, falou por falar e falou? E se for além, ferindo ou destruindo o que não pode controlar? O antídoto da língua é difícil de encontrar. E como estarão os corações contaminados? Serão curados apenas com uma dose? Reflita! Quando o vento soprar, trazendo palavras soltas no ar, busque o coração e as penere na peneira da vida, utilizando a bondade que existe dentro de cada um de nós, às vezes adormecida por tantas durezas sofridas ao longo da vida. Mas se não funcionar, use a peneira do amor com filtros de tolerância e da verdade, separando com justiça, afastando a inveja e as iniqüidades que, associadas à ira, levam à destruição. Não destruirá somente aquele a quem o vento as palavras levou, mas também sua vida será atingida, no hoje ou no amanhã, pois palavras lançadas ao vento do norte, ao leste, oeste ou sul poderão retornar trazendo a paz, se a verdade perseverar.
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