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A
turma da floresta foi levada pelo Leão para passear no museu do zoológico.
A visita cultural foi oferecida pelo administrador geral, Sr. Corujão.
Ave culta e inteligente, achava importante que a juventude de hoje tivesse
conhecimento de seus antepassados. E
todos contentes, vestiam roupas alegres, óculos de sol, chapéus de
turista e máquina fotográfica para a visita registrar. O sobe e desce
escadas, anda para um lado e para outro, foi dando uma fome danada na
bicharada, mas o leão não agüentava e seu estômago alto roncava mais,
parecendo um trovão. E foi se afastando do grupo sem chamar atenção,
olhando para um lado, olhando para o outro e percebendo que não havia
ninguém, comeu às pressas um Dodô empalhado. No
local, agora vazio,
ficou apenas a placa com a descrição “
O Dodô, foi uma entre muitas aves que desapareceram por culpa do homem.
Era um pombo, não voador, que vivia em ilhas do Oceano Índico aos
milhares, por volta do século XVII ." No
início o Leão satisfeito estava, com sua fome saciada, o bicho esquisito
tinha um gosto estranho, mas como foi deglutido muito rápido,
nem
percebeu o que comeu. E antes que o passeio terminasse, sua barriga
começou a doer. A dor era tão forte que o Leão urrava, se contorcendo e
gritava : -
Estou morrendo! Chamem o Dr. Macaco! Dr.
Macaco correndo chegou e observou o Leão deitado , e pediu para que todos
se afastassem. Perguntou-lhe o que tinha acontecido. O
Leão disse que não sabia, apenas que foi de repente. Dr. Macaco
esperto, desconfiou; pois viu restos de penas em sua juba e retrucou -
Se não me contar a verdade, vou embora sem poder lhe ajudar E
o Leão confessou -
Comi um pequeno bichinho , um pouco empoeirado que estava naquela sala
ao lado Dr.
Macaco entendeu o que aconteceu, o Leão havia comido uma ave empalhada e
começou a medicá-lo. Buscou remédios nas árvores e entre as raízes
lhe fez um chá,
mas a dor que o Leão sentia não passou.
Dr. Macaco fez tudo que podia,
não sendo o suficiente; alguma coisa a mais teria que ser feita
para salvar o Leão da
conseqüência de sua gula. E lembrou-se do Sr. Cordeiro que vivia
nos
montes estudando, então correu ao seu encontro e pediu: -
Sr. Cordeiro, será que em seus livros não teria algum remédio ou fórmula
mágica para o Leão curar, de sua dor devido à ingestão de um Dodô. Sr.
Cordeiro, em sua sabedoria explicou: -
Nos meus livros, não tenho fórmula mágica, mas posso ter o remédio que
ele precisa. E pedindo que o levasse até o Leão, seguiu com seu livro na
mão. Ao
chegar, teve uma longa conversa com o doente e logo em seguida com voz
alta pediu:
-
Deus da natureza, que é o mesmo Deus do universo, tu que és pura beleza,
basta olhar a nossa volta para teu rosto conhecer. Tu que és ser de amor
e bondade; peço-te agora que cures o Leão que sofre com a dor e já
reconheceu que errou. Deixe-o ficar curado para que todos saibam que ele
é o rei das selvas, mas tu és o Rei do Universo. E
como por encanto, ainda de olhos arregalados, o Leão levantou-se curado.
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