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A alma não Pode Morrer Não
sei o que podemos fazer. Talvez até saibamos, mas não temos coragem
suficiente para revelar, neste mundo onde as palavras muitas vezes são
esquecidas ao vento, ironizadas conforme a conveniência ou desprezadas
por ignorância. Fato é que o desânimo, a depressão, cada vez mais
atingem maior número de pessoas. Algumas vezes justificadas por motivos
aparentes, outras sem motivos. Mas
será que as pessoas estão sem motivos realmente ou seus motivos
somente elas sabem, somente elas sentem, somente elas valorizam? O que
estaria fazendo essas pessoas perderem o vigor da vida, ficar sem forças
para continuar a batalha pelo bom-viver? O que estaria fazendo essas
pessoas mergulharem num mundo de tristezas, verem o dia ensolarado
amanhecer cinzento, verem o sorriso da alegria se perder nas rugas da
preocupação? Sei
que temos problemas muitas vezes sérios, doenças graves com capacidade
de corroer a matéria, mas nem nesse momento podemos deixar a tristeza
invadir nosso ser. A matéria pode ser consumida, destruída, é só uma
questão de tempo, mas a alma não pode ser levada à morte, a alma
sobreviverá às intempéries da vida. A alma sobreviverá à morte. Mas
se você permitir, sua vida não terá vida e a morte atingirá sua
alma. Seu
espírito foi criado para vencer, foi criado para os dons recebidos
desenvolver, caminhar na luz e conduzir a tocha da felicidade. A
felicidade está em você, a cada instante da sua vida, em tudo aquilo
que seus olhos vêem, em tudo aquilo que você vive. A
vida é única aqui neste Planeta e cada uma representa a oportunidade
de subir mais um degrau na evolução espiritual e tem-se o livre arbítrio
para subir a escada em direção à esfera superior ou sufocar-se no
lodo da amargura. Se na Terra estamos, é porque temos que desenvolver
os dons que recebemos. Muitas
vezes comparamos nossa vida com a do nosso próximo, enxergamos apenas
as conquistas materiais, vemos sua estabilidade econômica, mas não
enxergamos o seu interior, não sabemos o que está além da matéria,
os sentimentos, seus atos. E como poderíamos comparar a vida simples,
sofrida, de um irmão com a de outro recheada de facilidades se o conteúdo
verdadeiro dessa vida nós desconhecemos?
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