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Eu
sou Chato!
Verdade seja dita: eu sempre fui chato. Chatíssimo, aliás.
Só era perdoado outrora por ser criança. Cresci e hoje
nem eu mais me agüento muito bem. Minha chatice teima em concentrar-se
em procedimentos. Bato o pé diante de ameaças veladas
(prefiro-as abertas). Bato o pé diante da exacerbação
de egos (o que também me afeta, e muito), e fico ressabiado ao
perguntar sobre certos tabus.
Não me refiro à fome que está passando a maioria
das famílias argentinas, que anda pelas noites caçando
ratazanas, ao deixar nas mãos de traidores à Pátria
a economia do País, nem ao aumento do botijão de gás
nem à qualidade da cerveja nestes últimos dias...
Sou da opinião (doxa) de que qualidade só surge de muitos
e bons - e maus - trabalhos passados. De que o novo costuma ser pior
do que o velho quando deste nada se quer aprender. De que tradição
é algo a acumular em litros de sangue corrido.
Portanto, me assiste o direito de dizer que povo que não tem
memória está destinado a perecer com o passar do tempo.
E que cada povo tem o governo que merece.
Sou descendente de árabes. Especificamente, de sírios.
Cabe dizer que não existem os "sírio-libaneses".
Ou é libanês, ou é sírio. E eu, orgulho desmedido,
sou descendente de sírios. Portanto, a palavra "jihad"
do árabe tem um significado muito especial para mim. Significa
"Guerra Santa".
Participando num programa de entrevistas da rede de TV curitibana, que
dito seja de passagem é formadora de opiniões, dado o
seu alcance e qualidade (não mencionarei o nome do programa,
pois isso implicaria na cobrança de direitos de publicidade),
fui forçado a discorrer sobre o assunto da influência do
International Money Fund, IMF, ou FMI (Fundo Monetário Internacional),
ou "International Mother Fuckers", como prefiro chamá-los.
Israelenses, judeus e economistas da última hora. Qual seria
a razão pela qual eles estariam querendo controlar economicamente
os países do Cone Sul?
E foi nesse preciso instante que me dei conta que estamos sendo apenas
espectadores do início da maior hecatombe humana dos últimos
dez séculos.
Você sabe, meu caro leitor, que desapareceram 35 bombas atômicas
de 0.5 megatons do antigo arsenal do Kremlin, lá na Rússia?
E você sabe que existe a suspeita de que essas coisas ruins estejam
(ou já estiveram) nas mãos dos mercadores da morte, ou
seja, terroristas sem causa, a máfia russa, traficantes de drogas
e mercenários sem honra (exímios vendedores de armas,
todos eles?).
Na internet foi criado um novo código de comunicação:
mensagens criptografadas, que são transmitidas como simples imagens.
Mas infelizmente, ninguém se manifesta a respeito, apesar de
ter a tecnologia, o "know-how", e o interesse necessário
de saber o que se passa nos bastidores do nosso planeta.
Não discursei no momento sobre proposta nenhuma porque discordava
(e discordo) dos métodos, assim como dos proponentes, e da superficialidade
do que vinha sendo sugerido. Já tenho falado bastante a respeito
de coesão e coerência. Discordando da forma, discordo portanto
de qualquer conteúdo.
Creio firmemente que, tão logo algo se torna público,
existe uma miríade de urubus tentando tirar proveito. Mas desta
vez, uma mínima luz de alerta acendeu-se em minha mente.
Saibam todos que
estamos sentados em cima de um barril não mais de pólvora,
mas de urânio! Meus padrões são sempre passados,
meus mestres, todos morreram. Ainda tem um por aí, o admirável
Félix Coronel (pai). Sou eu que não lhe faço altura.
Por isso escondo-me tal qual Ronin em desespero. Guerreiro sem mestre.
Samurai sem patrão, soldo e "katana".
As raízes me prendem, a ignorância me envergonha, a destreza
fala contra mim mesmo. Os gestos, palavras, lágrimas me escapam
em meio à ira.
Os que me conhecem
sabem o quanto desprezo a pompa. Aprendi, contudo, a admirar a tenacidade
e o perpétuo estudo e também a cultivar minha incomum
curiosidade. Quem sabe um dia supere minhas próprias incertezas,
algo que sempre quis.
Nada proponho, pois
queria tudo propor e não mais consigo.
O aviso está dado...
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