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UMAZINHA RAPIDINHA
Pois é. Sou assíduo praticante do culto pela á
leitura, e principalmente no banheiro. No tempo que sobra, me dedico
humildemente a bater no teclado o bom e o ruim que extraio dessas
leituras e das coisas que vejo no meu intrínseco dia-a-dia. E com todas
as veras, talvez seja essa a razão pela qual ninguém poderia me
adjudicar o mote de “enfezado”... Dias passados, uma minha querida amiga
jornalista comentou sobre a extensão dos meus textos e a relação que
existia com o espaço programado para certas eventualidades publicadas
nos jornais. Realmente, vi que ela não estava errada. Às vezes não é
necessário se estender demais para comentar um assunto de público domínio.
Mas o costume teima nos procedimentos: minhas ex-namoradas que o digam.
Nunca gostei das rapidinhas. Acho-as muito egocêntricas e a gente acaba
se perdendo no início de sabores e sensações. Li
nos jornais que chegam as minhas mãos e assisti, dias passados, aos
debates dos candidatos aos diversos cargos governamentais, através da
TV. As imagens me entristeceram, mas consegui me sobrepor: poucas
propostas e muita promessa. Muitas faíscas e pouca coesão, me fizeram
lembrar, sem querer querendo, do processo decadente que ocorreu na
Argentina há alguns anos. Realmente foi muito parecido, viu? E terminou
como você já sabe: na maior ignomínia latino-americana dos últimos
cem anos. Até dá para pensar que o descaso dos funcionários públicos
dos países da nossa América do Sul é projeto de vida ou de carreira,
sei lá. O assunto generalizou-se mesmo... Que é isso companheiro? Faça para
que isso aconteça. Faça por merecer. Faça agora, faça
sempre. Mesmo sem ser candidato a presidente da associação de fomento
do seu bairro. Ou do seu clube. Ou da turma do pesque-e-pague, sei lá.
Dessa maneira, o dinheiro das campanhas servirá para melhorar muita
coisa em nosso Brasil, em nosso Estado, em nossa cidade, e o amigo
tornar-se-á muito, mas muito mais conhecido. Pelas suas ações e pelo
seu proceder. Eu por exemplo, O Capitão-do-Mato Félix Coronel, dei aulas gratuitamente durante um ano no patrocínio de Jangada, pertencente ao município de Cafezal do Sul. (E apenas sou candidato ao SERASA...).Você (se é que me permite a intimidade) precisa ver o carinho daqueles jovens, mesmo após alguns anos! Acho que ninguém com um mínimo de bom senso escolheria, para ser seu representante, alguém que nada fez e nada faz, mas que tudo promete, “se for eleito...”, não acha? Tentando preservar os costumes árabes,
vai aí uma frase de Saíd Ibn Al-Abbas: “Senta-te, quando pequeno,
onde deves; sentar-te-ás, quando grande, onde gostas...”
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