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Félix Coronel

Paraná

 

 

UMAZINHA RAPIDINHA

 

 Pois é. Sou assíduo praticante do culto pela á leitura, e principalmente no banheiro. No tempo que sobra, me dedico humildemente a bater no teclado o bom e o ruim que extraio dessas leituras e das coisas que vejo no meu intrínseco dia-a-dia. E com todas as veras, talvez seja essa a razão pela qual ninguém poderia me adjudicar o mote de “enfezado”...

 Dias passados, uma minha querida amiga jornalista comentou sobre a extensão dos meus textos e a relação que existia com o espaço programado para certas eventualidades publicadas nos jornais. Realmente, vi que ela não estava errada. Às vezes não é necessário se estender demais para comentar um assunto de público domínio. Mas o costume teima nos procedimentos: minhas ex-namoradas que o digam. Nunca gostei das rapidinhas. Acho-as muito egocêntricas e a gente acaba se perdendo no início de sabores e sensações. 

Li nos jornais que chegam as minhas mãos e assisti, dias passados, aos debates dos candidatos aos diversos cargos governamentais, através da TV. As imagens me entristeceram, mas consegui me sobrepor: poucas propostas e muita promessa. Muitas faíscas e pouca coesão, me fizeram lembrar, sem querer querendo, do processo decadente que ocorreu na Argentina há alguns anos. Realmente foi muito parecido, viu? E terminou como você já sabe: na maior ignomínia latino-americana dos últimos cem anos. Até dá para pensar que o descaso dos funcionários públicos dos países da nossa América do Sul é projeto de vida ou de carreira, sei lá. O assunto generalizou-se mesmo...

 
Evita Perón costumava dizer: “Melhor que dizer é fazer. E melhor que prometer é realizar!”. Particular e pessoalmente, acho errado esse papo de: “Se eu for eleito, farei....

 Que é isso companheiro? Faça para que isso aconteça. Faça por merecer. Faça agora, faça sempre. Mesmo sem ser candidato a presidente da associação de fomento do seu bairro. Ou do seu clube. Ou da turma do pesque-e-pague, sei lá. Dessa maneira, o dinheiro das campanhas servirá para melhorar muita coisa em nosso Brasil, em nosso Estado, em nossa cidade, e o amigo tornar-se-á muito, mas muito mais conhecido. Pelas suas ações e pelo seu proceder.

 Eu por exemplo, O Capitão-do-Mato Félix Coronel, dei aulas gratuitamente durante um ano no patrocínio de Jangada, pertencente ao município de Cafezal do Sul. (E apenas sou candidato ao SERASA...).Você (se é que me permite a intimidade) precisa ver o carinho daqueles jovens, mesmo após alguns anos!

 Acho que ninguém com um mínimo de bom senso escolheria, para ser seu representante, alguém que nada fez e nada faz, mas que tudo promete, “se for eleito...”, não acha?

 Tentando preservar os costumes árabes, vai aí uma frase de Saíd Ibn Al-Abbas: “Senta-te, quando pequeno, onde deves; sentar-te-ás, quando grande, onde gostas...”

 


  • Félix Coronel  é Analista de Sistema, Professor e Escritor. 

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