FREQÜENTEMENTE
Freqüentemente vejo na TV
alusões às armas que Iraque (e não somente Saddam
Hussein) está preparando desde o fim da Operação
"Desert Storm" (Tormenta no Deserto), e me consta que são
pouquíssimas as pessoas que têm noção ou
sequer idéia do que isto significa. Muitos poderão pensar,
com toda razão, que me invadem pensamentos derrotistas, ou que
assiduamente menciono o Iraque e o mundo árabe porque sou descendente
direto deles.Crasso engano.
As armas conhecidas no mercado como "Q-B-N" (Químico-biológico-nucleares)
são produzidas especificamente para a destruição
em massa. Para o exemplo do uso das mesmas, posso refrescar a memória
dos meus caros amigos que compõem esta lista distribuidora de
banalidades, fazendo alusão ao ataque do Iraque sobre algumas
populações habitadas pelos kurdos nos idos de 1987. Os
kurdos foram a única minoria com coragem para enfrentar o Grande
Leão (Saddam Hussein, assim conhecido no mundo árabe).
Pois é. A cidade de Kashtahal foi completamente dizimada por
três mísseis de gás, que explodiram sob o céu
azul da mencionada cidade, matando... 6000 habitantes numa tarde de
domingo! O problema deu-se quando o vento levou a algumas cidades iraquianas
os resíduos do gás... Com o resultado que você já
imagina.
É claro que Saddam se revoltou com os "bad-boys", e
iniciou a sua própria fabricação de brinquedos,
já que não é questão de sair gastando dinheiro
por aí comprando porcarias.
Sei que pode até parecer óbvio, mas o gás supracitado
foi subministrado ao governo iraquiano pelos assessores militares dos
EUA que estiveram dando "dicas" às tropas iraquianas
no tempo da guerra contra Irã. Não somente forneceram
o gás, mas também ensinaram a fabricá-lo. Naquela
época, não tinha Bin Laden. Ele ainda estudava numa boa
universidade egípcia. Tinha um outro cara conhecido como "Ayatollah"
Khomeini, de quem o senado americano-do-norte não gostava nem
um pouquinho, porque aos ladrões costumava cortar-lhes a mão,
e porque no Irã daquela época não havia espaço
para o idioma inglês...
Historicamente falando, posso afirmar que a política estadunidense
não difere muito daquela implementada por portugueses e espanhóis,
na época da conquista. Apenas querem ouro e escravos. E a terra,
é claro. Nisso já poderíamos mencionar a Amazônia,
Alcântara, e outras "cositas más", mas prefiro
calar.
Ao longo dos anos, os Estados Unidos têm produzido um mercado
atraente para as industrias que se interessam em questões bélicas.
Mas, por que? Talvez seja essa a sua pergunta.E a resposta é
bem simples: porque através da tecnologia e da submissão
econômica eles mantêm a sua supremacia em todos os continentes.
O Brasil, por exemplo, tem a tecnologia suficiente para produzir caças
de combate supersônicos. Porém, os nossos governantes preferem
comprar algumas antigas relíquias voadoras dos EUA, como forma
de manter as boas relações diplomáticas. A criação
do ALCA é outra armadilha para ferir de morte o pouco orgulho
que ainda temos. É para levar embora o dinheiro que legitimamente
pertence ao povo brasileiro, e que, dito seja de passagem, está
bastante confuso, esperando quem sabe a esmola de algum litro de leite
oferecido por um candidato que ri escancaradamente das nossas misérias.
Sei que muitos de vocês podem não se importar, mas em poucas
palavras devo confessar-lhes algo: nasci livre, e vivi livre durante
41 anos. Indo, vindo e fazendo o que me passou pelas telhas. Adoraria
que os meus filhos também pudessem viver assim. Infelizmente,
toda liberdade requer de luta, de sacrifícios, de rezar a oração
já milenar: "Mais vale morrer em pé, do que viver
de joelhos...". Porque a liberdade não se ganha, se merece.
Não é de graça não, viu?
Mas, infelizmente também, todos os nossos líderes morreram.
Ou de overdose de sonhos e idéias, ou crivados à bala
pela mão armada e os representantes da oligarquia internacional.
Disso, o Che Guevara, Salvador Allende, Sandino, o monsenhor Obando
e José Martí que contem.
Por isso, esta reflexão.
As portas só se abrem para quem tem a coragem de atrever-se a
pegar na maçaneta...
Estão Faltando Colhões, América!!
Saudações Afetuosas!
"Nosce Te Ipsum..."