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Everaldo d'Alverga


Foto Digital


A garotada fotógrafa que é chegada ao computador não está com nada. A geração pixel que me desculpe, mas um filme é fundamental. Calma garotas e garotos! Vou tentar explicar este radicalismo e porque sou chegado ao filme e não ao pixel, como alguns de vocês. Não nego a importância das novas tecnologias. Elas estão aí para facilitar nossa vida e funcionam apenas como ferramentas auxiliares, ferramentas que, em algumas situações, nos deixam completamente à mão, quando por exemplo: falta luz, há excesso de  umidade, calor e por aí vai.

Estas e outras situações, que nós vamos verificar durante nosso bate-papo, me levam a preferir a fotografia tradicional à digital. Não podemos negar que a fotografia digital tem lá suas vantagens, como: não precisar pensar muito para fotografar. É só programar a câmara e pimba! Lá está aquela fotografia. Além de não ter aquele cheiro de química, que para algumas pessoas é uma coisa desagradável, mas que o cheirinho dá um certo charme, isso da!.

Prestou atenção? Não precisa pensar e se não pensar, obviamente você não exercita o cérebro. Não é só o corpo que precisa de exercício não. O cérebro também precisa ficar "sarado". "Caiu a ficha agora"?

Somente programando a maquininha, não podemos afirmar que somos fotógrafos. Dessa maneira, na realidade, nós somos é operador de máquina fotográfica. Entendeu a grande diferença? Pode não parecer, mas Fotógrafo pensa. Pensa e muito.
A quest
ão não é você escolher a fotografia digital ou a
tradicional. O ideal é você saber separar as coisas e conseguir trabalhar com as duas tecnologias, quando possível, uma complementando a outra. O problema é saber separar as coisas. Quando utilizar uma ou outra. Esse é o grande problema. A fotografia é a maneira pela qual eu luto para sobreviver, por isso prefiro trabalhar com as máquinas tradicionais. São mais econômicas. Existem outros motivos. Em primeiro lugar, a tecnologia utilizada visando dar maior velocidade para se conseguir uma fotografia, pode se  tornar uma grande dor de cabeça. Explico. Os novos equipamentos são menos resistentes, faltam peças de reposição e o que aparentemente era mais barato, se torna bem mais caro. Além disso tudo, quando eu precisar mostrar alguma fotografia para alguém, vou ter que levar computador, monitor, ou seja, vou mostrar uma televisão com imagem fixa, parada.

Para o amador, a fotografia digital pode ser muito bonitinha, você fotografa, joga no computador e pronto. Agora, quem tem que encarar as mais diversas situações de trabalho no dia a dia como chuva, poeira, correria, pancadaria, polícia, troca de lentes, troca rápida de câmara e filmes, aí o bicho pega!

Calma gente! Vocês não precisam jogar fora a máquina fotográfica e nem o computador. Essas são ferramentas maravilhosas que ainda servem para alguma coisa, só não conseguem ainda substituir o velho e tradicional filme. Isso mesmo! O velho e tradicional filme. Você fotografa, revela o negativo e tira tantas cópias quantas forem necessárias. Depois, se quiser melhorar a fotografia, você vai utilizar o seu "scanner" e, com um programa próprio, dar um trato melhor na imagem. Isso é, unir o velho ao novo.

Deixei de fazer muitas observações para não tornar essa conversa enfadonha, não levantei a "lebre" do bug do milênio. O seu computador, a sua impressora, o seu "scanner" estão preparados para a virada do século? E a sua máquina fotográfica digital será que vai entrar nesse bug? Não sei. Quem souber, por favor, diga alguma coisa, porque essas questões levantadas neste último
parágrafo já são outra discussão.

  • Everaldo dD'Alverga é Jornalista, Fotógrafo e Coordenador de cursos regulares de Fotografia.

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