bannercolunistas.gif (21297 bytes)

banner_publique2.gif (11775 bytes)

bannerartigos.gif (36969 bytes)


FÁTIMA SANTOS

 



Uma Nova Maneira de Amar

 

Todas as concepções que temos sobre o “Amor” continuam perpetuando-se quase que imutáveis desde o século passado, e nós, mesmo conscientes de que os demais valores mudaram, continuamos cultuando o amor com sofreguidão numa corrida contra o tempo, rumo ao tão sonhado paraíso que denominamos felicidade. Isso é um fato. Mas como entender a mecânica que rege o amor, como explicar suas nuances, suas armadilhas e artimanhas se o relacionamento não evolui e as regras de convivência mudam a cada minuto, a cada nova invenção científica.

Pela experiência da vida, o amor nasceu para ser eterno, fundamental e fonte de tudo, até o momento em que – segundo a nova lei - não interfira na vida particular de cada um (individualidade), não exija sacrifícios (liberdade) e não faça questionamentos entre ambas às partes envolvidas.
Hoje vemos que ele pode ser a “bola da vez” naquele exato momento e no dia seguinte, ser colocado em segundo plano com a mesma intensidade à que veio. É tão concorrido e cobiçado como um jóia de valor inestimável. Chega a causar inveja quando mostrado na TV, nas revistas ou mesmo em comunidade. Virou objeto de desejo como faca de dois gumes; se por um lado arma-se uma guerra para conquistá-lo, de outro, descartamo-lo com apenas alguns leves golpes.

Será que o amor praticado no século passado era mais intenso do que está sendo nos dias atuais?
Vale lembrar que são as cartas registros fidedignos dos amores ardentes de então, bastando lê-las para sentir o coração de James Joyce batendo por Nora Barnacle, Franz Kafka por Felice Bauer, Zelda para Scott Fitzgerald e Agnes von Kurowsky a Ernest Hemingway.

O grande porem é que o amor nunca mudou – nós sim é que estamos regredindo nos quesitos básicos que são os alicerces do amor pleno e absoluto; quesitos estes que são: dialogar, perdoar, dividir, compartilhar e viver com intensidade regidos pela nossa intranet: nosso bom e velho coração.
Este meio de que hoje me utilizo para escrever-lhes estas palavras é um exemplo do que estou dizendo.
Construída pela suprema inteligência humana, a Internet é um dos meios de comunicação mais frios, individualistas e solitários do planeta.

Dificilmente as pessoas podem navegar por ela aos pares. Cada um quer o seu horário próprio, seus links, seus chats...sua conta de e-mail. Sobrou algum lugar para o amor?

Só se for uma nova maneira de amar que está nascendo: o “Amor Virtual”.


 

[Volta]