bannercolunistas.gif (19830 bytes)

banner_publique2.gif (11775 bytes)

bannerpleno.gif (64299 bytes)

Jorge Gomes da Silva

Texto de Origem Portuguesa

 FILHO DE DEUSES

 

O faraó, feliz coincidência, passeava a sós por ali e seria a única testemunha do acontecimento. As gigantescas máquinas voadoras envolveram a planície numa nuvem de fumo que ocultava seu trabalho de olhares indiscretos, ignorando a presença da pequena unidade de carbono.

Partiram minutos depois, deixando plantadas no solo as intrigantes construções. Enquanto a cortina de fumo se dissipava, o faraó foi esquecendo o medo e tentou vislumbrar na situação alguma forma de ganho político. Que bastante falta lhe fazia, tão desastrosa se vinha exibindo a sua governação. Legitimar o poder era sua prioridade e talvez sua salvação.

Quando as imponentes pirâmides se revelaram às centenas de súbditos que ali se haviam reunido, a figurinha do faraó surgiu da bruma com uma solução para o mistério. Altivo, esticou o braço na direcção das maravilhas e gritou com  sua voz de falsete:

- Fui eu que fiz!                                                        


Nota da Redação: Na revisão, manteve-se a originalidade da narrativa portuguesa.

 

[Volta]

^