João Batista Lago |
| Mal necessário
O governador José de Abreu Bianco(PFL), na semana recentemente, promoveu o maior número de demissões já registrado na história político-administrativa do estado de Rondônia. Para muitos, a iniciativa do governador não teria passado de ato impensado. Para outros, o governador teria que agir assim, pois, caso contrário, o estado ficaria totalmente ingovernável. Para terceiros, o governante rondoniense estaria utilizando estratégia para perseguir antigos desafetos políticos. Indiferentemente a essa ou aquela assertiva propalada por todos que direta ou indiretamente foram envolvidos, uma coisa é certa: o governo teria que tomar uma atitude diante da farra das nomeações, que estaria inviabilizando a administração pública estadual. Há que se registrar um fato que passara despercebido por todos devido ao calor do passionalismo. O governador praticou um ato de extrema coragem ao assumir sozinho o ônus das demissões, não permitindo que o seu secretariado ficasse à mercê dos achincalhes baratos que normal e geralmente acontecem nessas situações. Vale salientar, por fim, que a postura adotada credibilizou a ação governamental, não deixando que ela fosse vista pura e simplesmente como um ato atabalhoado apesar da indignidade de muitos servidores. Somente o tempo dirá se o governador agiu corretamente ou não. Contudo, é preciso admitir que alguma atitude teria que ser tomada para permitir que a administração se enquadrasse dentro dos parâmetros aceitáveis.
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