João Batista Lago |
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Quem está mentindo? A
Nação brasileira está vivendo dias de vergonha nacional. O espetáculo quixotesco
que vem sendo apresentado em atos dantescos deixa todo o povo perplexo
diante de falcatruas cometidas por pessoas que - pelo menos teoricamente -
foram eleitas para representar a sociedade, os Estados e o Brasil. O
episódio de quebra de sigilo do placar eletrônico revela o grau de
irresponsabilidade de alguns atores
do Congresso Nacional. E revela mais ainda: um Congresso Nacional
impotente diante de canalhas que se utilizam de um mandato eletivo para
proveito próprio. As
patéticas mentiras ou verdades mentirosas de Arruda, Regina e ACM jogaram o Senado da República na vala
comum ou no lodaçal da corrupção e da imoralidade. Todos
eles - mas todos mesmos - são ladrões da consciência, não de uma só
instituição, mas de toda uma sociedade, de todo o país, de toda a Nação. A
quem importa agora saber se quaisquer deles mentiu mais ou mentiu menos...
mentiu por interesse próprio ou por obediência... mentiu para levar
vantagens ou para defender o Estado? Todos mentiram e continuam mentindo.
E pior: deixando o cidadão com a perplexidade da impunidade. A
incipiente democracia brasileira precisa urgentemente execrar da vida pública
esse tipo de gentalha, para poder oferecer posteriormente para o
brasileiro e para a Nação um projeto de dignidade, onde as pessoas
aprendam a conviver com a moral e com a ética. E
para começar, o Senado da República tem o dever e a responsabilidade de
expulsar dos seus quadros os medíocres como os senadores José Roberto
Arruda (PSDB-DF) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), pertencentes a
partidos da base de apoio de FHC, que se vem empenhando em não permitir a
instalação da CPI da Corrupção(?) e a ex-diretora do Prodasen, Regina
Célia Borges. Mas,
se ao contrário, o Senado nada fizer ou o fizer tentando livrar esse ou
aquele, aí então podemos admitir que os Estados-membros, e de resto a Nação
brasileira, estão literalmente sem representantes e sem representação. Por
fim, quem está mentido? É
óbvio, todos, pois integram a corrente da mentira ideológica, capaz de
curvar toda uma sociedade que não deve estar ou ser omissa diante dessa
malvadeza bondosa com traços de carinho angelical. Fora com todos eles. A
Moral e a Ética pedem passagem. O povo e a Nação clamam por
honestidade, fidelidade, qualidade e competência. Precisamos entender que
não deve mais haver espaço para os calhordas e ladrões de consciências
e da cidadania.
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