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Religião e Voto
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| QUALIDADE
DA INFLUÊNCIA RELIGIOSA |
Qt.
Cit. |
Freq.
(%) |
| Absolutamente não | 20 |
40,0% |
| Talvez não | 5 |
10,0% |
| Depende | 6 |
12,0% |
| Talvez sim | 10 |
20,0% |
| Absolutamente
sim |
9 |
18,0% |
| Não sabe/Não respondeu | 0 |
0,0% |
| TOTAL OBS. |
50 |
100% |
|
Média = 2,66 - Desvio Padrão = 1,60 -
Fonte: IRPOP PESQUISAS |
||
2) Rolim de Moura:
| QUALIDADE
DA INFLUÊNCIA RELIGIOSA |
Qt.
Cit. |
Freq.
(%) |
| Absolutamente não | 46 |
45,1% |
| Talvez não | 9 |
8,8% |
| Depende | 27 |
26,5% |
| Talvez sim | 14 |
13,7% |
| Absolutamente sim |
6 |
5,9% |
| Não sabe/Não respondeu | 0 |
0,0% |
| TOTAL OBS. | 102
|
100% |
|
Média = 2,26 - Desvio Padrão = 1,32 -
Fonte: IRPOP PESQUISAS |
||
3) Urupá:
| QUALIDADE
DA INFLUÊNCIA RELIGIOSA |
Qt.
Cit. |
Freq.
(%) |
| Absolutamente não | 28 |
56,0% |
| Talvez não | 4 |
8,0% |
| Depende | 11 |
22,0% |
| Talvez sim |
6 |
12,0% |
| Absolutamente sim | 1 |
2,0% |
| Não sabe/Não respondeu | 0 |
0,0% |
| TOTAL OBS. | 50 |
100% |
|
Média
= 1,96 - Desvio Padrão = 1,21 - Fonte: IRPOP PESQUISAS |
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Vê-se,
portanto, que o tal voto evangélico ou católico, espírita
ou budista, ou quaisquer outros com as mesmas características
e similaridades, não passa de “falsa consciência”.
Poderíamos nos alongar um pouco mais na análise desses
resultados, mas isso não é nossa intenção
neste artigo.
Voltemos, pois, ao que se nos interessa.
Há um exemplo que, desde a última eleição
para a Presidência da República (2002), se tornaria clássico
e fonte de análise das ciências social e política:
a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro.
O então candidato do PSB, errôneamente, orientaria sua
estratégia político-eleitoral para “essa falsa
verdade”. Ao tentar ideologizar o voto evangélico em
benefício de sua candidatura, descortinou uma ruidosa e vergonhosa,
e mesmo caricata derrota eleitoral. Ora, como o voto é multifacetado,
fragmentou-se, naturalmente, entre todos os candidatos, deixando assim,
Garotinho, com um “oirulito na boca”.
As pesquisas realizadas pelo Instituto Rondoniense de Pesquisa de
Opinião Pública atestam a tese do professor Antonio
Flávio Pierucci, ou seja, os eleitores não seguem orientação
da “sua” igreja, pastor, pároco ou orientador espiritual
similar.
Isso, entretanto, não significa dizer que os profissionais
de marketing político-eleitoral ou coordenadores de campanhas
eleitorais, não devam prestar atenção para esse
nicho de mercado. É claro que têm que considerá-lo.
Mas, o erro está na orientação, ou encantamento
(termo usado por Pierucci em recente artigo publicado na Folha de
São Paulo), única e exclusivamente, voltada para sedução
desse voto polifacetado - evangélico ou outro qualquer. O que
se pretende afirmar é o seguinte: os evangélicos com
certeza votaram em Garotinho, mas, também, votaram em Luiz
Inácio Lula da Silva, José Serra, Ciro Gomes, entre
tantos outros candidatos, o que demonstra, claramente, que a lógica
desse tal voto evangélico - ou de qualquer outro dentro -,
num substrato, provoca o aparecimento ou o surgimento das pertenças
ou pertencimentos individuais ou individualizantes.
É, pois, indispensável que tanto os profissionais do
marketing político-eleitoral ou os coordenadores de campanhas,
assim como os partidos políticos e os políticos propriamente
ditos tenham competência nesse entendimento. Estruturar o planejamento
de campanhas eleitorais requer, de todos os atores envolvidos no processo,
nos dias atuais, o mínimo possível de conhecimento acadêmico-científico.
Isto implica em um novo paradigma: a substituição do
“tapinha na costa” por um modelo profissional.
As pesquisas sinalizam para uma nova tendência, ou seja, a existência de um novo eleitor. Eleitor este, mais individualista, senhor do seu voto, dono da sua vontade, ainda que, esse comportamento, seja incipiente e genericamente inconsciente.