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Maurício da Silva 


CIÊNCIA SEM CONSCIÊNCIA NA ÉPOCA DA GLOBALIZAÇÃO.

 

A ciência e a consciência resulta de um trabalho de construção com os fatores que determinam a inteligência. Ciência e consciência devem caminhar juntas sincronizadamente. Se ciência e consciência não caminharem juntas, em perfeita conexão, acontece o que vem ocorrendo nos tempos atuais, no mundo da globalização. Estamos à beira do Terceiro Milênio e a sociedade se apresenta num caos total, apesar do progresso das ciências.

Como ciência e consciência não vem caminhando juntas, temos hoje frondosos edifícios, cada vez mais altos, mais sofisticados. Entretanto, somos cada vez mais altos de explosividade, de pavios curtos. As com ciência e tecnologia constrói- se estradas mais largas, mais pujantes, mas por falta de consciência o nosso ponto de vista fica cada vez mais estreito.

Ambicionamos muito, gastamos mais, consumimos em demasia, entretanto, temos cada vez menos tudo aquilo que mais precisamos que é a paz. Os carros , as casas, são casa vez mais possantes, mais entretanto seus ocupantes se rarefazem por causa da individualização invés da solidariedade. Cada vez temos mais conhecimentos externos e menos sabedoria interna.

A medicina evoluiu muito, mas a saúde tem diminuído e as doenças se alastram por todos os lados. A paz se escasseia e a violência se amplia nos quatro cantos do mundo. A sociedade está mergulhada no mar das drogas e da violência, bebemos muito, fumamos demais, investimos demasiadamente no prazer e temos cada vez monos felicidade. Anda-se depressa demais, dirigi-se muito rápido, mas não se chega à tão sonhada paz e a felicidade. Fala-se muito em direitos humanos, mas está faltando limites aos estudantes, às crianças, etc, que desrespeitam seus pais, seus professores e as autoridades em geral. Não se segue as leis da natureza, come-se muito, bebe-se demais e dormimos poucos, desgastando muito o nosso centro instintivos.

Com o nosso egoísmo exacerbado, apoiados no capitalismo globalizante, ampliamos as nossas posses com aquilo que faz parte aos outros, enquanto reduzimos nossos valores éticos, morais e espirituais. Queremos acumular para viver várias vidas, quando na realidade só temos uma, a vivemos mau. Para garantir o nosso pseudo - progresso, poluímos as águas, a terra e o ar e a alma.

Escrevemos muito, ampliamos a comunicação, mas diminuímos os níveis de compreensão. Fala-se em qualidade de vida, mas diminui o padrão moral. Almejamos muito, planejamos em demasia, mais realizamos poucos, porque por aqui, por estarmos bem perto do inferno dantesco, há muita intenção e pouca ação. No mundo globalizado da ciência sem consciência, encurta-se as distâncias e o caráter também. Há muitos lucros fáceis e relacionamentos difíceis. Rola-se a ambição, a morte, o ódio e outras formas de violência generalizada, que apresentam muitas causas e uma só conseqüência a ausência da paz para todos nós.

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