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Maurício da Silva 


VIOLÊNCIA AOS CICLOS NATURAIS DO PLANETA.

 Vivemos um momento de intensa violência à natureza, de grande depredação ao planeta, mas também de muita preocupação com a vida do planeta e a preservação do meio ambiente. Há destruição da Amazônia, do Pantanal, poluição dos elementos terra, ar e água e o desaparecimento de enorme variedade de espécies animais e vegetais da face do planeta. Como dizia o filósofo Francis Bacon: "É sabido que para dominar natureza é preciso ser obediente a ela". Como o homem tem desobedecido as leis desta, violando os ciclos naturais, violentando a ecologia do holismo cósmico da Terra, a reação à ação devastadora tem vindo à altura desta: gases, fumaças, resíduos tóxicos resultantes do uso do petróleo, que contaminam o meio ambiente; excesso de calor resultante do uso da energia nas casas, veículos, indústrias, etc, elevam a temperatura do ambiente, bolha de calor ,  como dizem os cientistas, formada pelo resíduo energético. Conseqüentemente,  altera-se o clima nas cidades, a qualidade do ar, da água, do solo e da vida, etc.

O ambiente urbano, que modernamente tem se constituído em palco da violência generalizada, é um grande concentrador de energia de entropia, de materiais poluentes, de resíduos indesejáveis, que expulsam animais e vegetais para fora dali, para posteriormente propiciar a proliferação de ratos, insetos e todo tipo de animais nocivos ao homem.

Apesar da preocupação ecológica de algumas poucas pessoas de consciência preservacionista, há uma destruição progressiva dos manguezais, das florestas, dos cerrados, dos campos, por meio de queimadas, causando desequilíbrios ecológicos imensuráveis.

Ecossistemas se constituem em ambientes naturais que se  caracterizam pela auto-suficiência, produzindo tudo aquilo que necessita para si. Não há necessidade de se introduzir nada de fora num ecossistema completo. Porém, o homem interfere neste equilíbrio em nome do pseudoprogresso, provocando poluição, envenenando a natureza.

Um bom exemplo do caos ecológico se verifica nas cidades: excesso de ruídos que causam stress , tira a tranqüilidade das pessoas; há os desperdícios de energia que causam o aumento de calor nas casas; há os animais transmissores de doenças, como rato, inseto, etc; há transmissão de doenças pelos esgotos, pela água, etc; há a erosão causada pela ausência de vegetação; há o problema da grande concentração de radiações ou ondas eletromagnéticas, que causam grandes danos à saúde e são imperceptíveis. Há grandes quantidades de ruídos que obrigam o uso de protetores para evitar surdez; há os cheiros desagradáveis, os efeitos tóxicos e irritações, gás carbônico em excesso, provocando o efeito estufa; há fuligens e poeiras , fumaças de chaminés que incomodam as pessoas; há os rios que costumam transbordar freqüentemente em revide aos maus tratos.

Das agressões que o homem impõe à natureza, resultam a ampliação da ocorrência de terremotos, inundações, secas e todo tipo de catástrofes. As conseqüências nefastas da intervenção humana descomedida na natureza, alterando o equilíbrio ecológico do planeta, se constituem em efeito da violência do homem. Há que se esforçar para educar o ente humano a desenvolver uma consciência ecológica, respeitar as leis básicas da natureza. É uma questão fundamental.

A natureza é capaz de reciclar os recursos essenciais à vida no planeta, ao repetir os processos do ciclo vital: nascimento, crescimento, envelhecimentos, morte, decomposição, novo nascimento, nova existência com a mesma vida e assim por diante. Os seres humanos, por absoluta falta de consciência, violam as leis da natureza, colocando em xeque o percurso natural da reciclagem, deixando em risco este delicado equilíbrio que comanda a reciclagem, levando à extinção muitas espécies de animais e vegetais.

É preciso educar o estudantado para o conhecimento dos mecanismos do processo de reciclagem da natureza, para evitar que estes ciclos continuem sendo afetados drasticamente pelas atividades humanas. Se assim agirmos, estaremos contribuindo para descobrir as causas que provocam efeitos danosos sobre os ciclos da natureza através da interferência humana, que leva perigo aos animais e vegetais.

Os seres humanos são responsáveis pelo caos na ecologia do planeta, por colocá-lo em agonia por meio da violência generalizada. Os seres humanos se distinguem dos outros seres pela capacidade de agir sobre a natureza, nicho ecológico de todas as formas de vida, para construir sua própria forma de existência. Ele é capaz de agir sobre o meio natural para criar o seu próprio meio. Assim, além de adaptar-se ao meio natural, o ser humano adapta o meio natural às suas necessidades.

A ação de transformar o planeta está diretamente relacionada com o desenvolvimento das funções e habilidades que caracterizam a condição humana. Daí, conclui-se que o ser humano é responsável pelo impacto que causou à natureza e pelas conseqüências disto para a sociedade humana.

O ente humano atual, segundo a Psicologia Revolucionária do Mestre Samael Aun Weor, possui apenas 3% de consciência, o que é muito pouco para efeito de construção de paz e para sua autopreservação no Planeta. Por isso é preciso educar o ente humano para expandir seu coeficiente de consciência além dos 3%, elevando conseqüentemente seu grau de consciência ecológica e sua compreensão ambiental, ética, social, etc; conscientizando o corpo de alunos de todas as escolas de que a luta pela proteção da natureza se associa a luta pela realização da condição humana.

As escolas devem colocar para os estudantes uma educação revolucionária, induzindo-lhes ações concretas que possibilitem aos estudantes, a aquisição de conhecimentos e valores éticos e de atitudes que sustentem o exercício da cidadania solidaria.

 

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