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Mr. Walker 



Aos Santos, o que for dos Santos

Lembro-me de um tempo em que as preces, as orações como preferem alguns, eram endereçadas aos Santos, Anjo da Guarda, Jesus Cristo ou até diretamente ao próprio Ser Supremo; DEUS. Estes pedidos de "causas impossíveis", comumente denominados "milagres" tinham esta qualificação por uma questão muito simples: "não podiam ser resolvidos pelo homem".

Nestes casos, os caminhos convencionais já haviam sidos percorridos sem êxito. Uma cura quando a medicina descartava, um objetivo material extremamente necessário, porém distante de sua conquista e por ai em diante, compunha o longo acervo de pedidos endereçados aos socorristas celestes.

Hoje vivenciamos uma situação no mínimo curiosa. Os Santos são evocados com veemência e muito mais freqüência por culpa exclusiva da incompetência dos nossos governantes, à resolverem coisas até então de exclusiva atribuição de nossa Elite governamental. Em resumo, temos ocupados nossos, Santos, nossos Anjos e todos os nossos representantes divinos endereçando-lhes pedidos como:

  • Um simples e condigno emprego
  • Um modesto espaço para se fixar moradia
  • Uma condição financeira mínima que permita realizar duas refeições diárias.
  • Um amparo diante da dor,
  • Uma velhice com respeito.

Embora não haja sobre o assunto uma estatística precisa, podemos perceber que o impiedoso vírus do desemprego tem ocupado o topo da incomensurável lista de pedidos. Não há ajuda material maior a um ser humano do que revesti-lo com a dignidade de ser responsável pelo seu próprio sustento. Neste tempo de crise, conseguir um emprego neste país só mesmo com a indicação divina e após muita peregrinação, tornando-se sua obtenção, testemunho de um verdadeiro milagre.

Mas o que aconteceu?

O que teria determinado a nomenclatura desses "Novos Milagres"?

A resposta não precisará vir pela diversificada teologia, nem do Altíssimo. Um rápido analise na História humana e mais recentemente nos atos dos nossos Políticos, nos atesta que em sua grande maioria perderam o rumo dos seus prometidos compromissos, distanciando-se à passos largos do estreito relacionamento com o povo a quem caberia protegê-lo, defendê-lo, colocando-os acima de mesquinhos interesses pessoais, deixando ao Ministério Celeste a deliberação de competência exclusivamente divina.

  • Mr. Walker é o Secular Fantasma, o Espírito que Anda e que também Escreve.

 

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