Wilson Pacheco |
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Não
é que eu queira morrer, todavia acho que é a única saída para o pessoal
da minha geração não amargar tantos goles de venenos empurrados goela
abaixo da gente. Talvez,
de todos os males, o paradoxo existencial seja o mais marcante e esteja,
quem sabe, carimbado com o timbre 2001. Dias
atrás me dei conta que, num país onde existe o sigilo bancário, o
desconto do CPMF ( blaaarrrrrrrrrggghhhhhh! ) nominal é a transparência
das contas bancárias à revelia do correntista. Diga-se de passagem, (estou
esperando o relatório das benesses para a saúde que tal montante trouxe). Finalmente
a telefonia me convenceu: Eu sou um burro, ignorante, despreparado que,
apesar de Doutor em Ciências, não tenho inteligência mínima necessária
para entender o sistema de telefones e seus defeitos (que não existem, são
apenas ilusões de minha incapacidade).
Claro, cada vez que se acessa as centrais para reclamar, todos os
funcionários, se depois de uma longa gravação e opções milhões para
acessar possibilidades não tiver feito a gente desistir, são treinados
para convencer-nos de que primeiro, não sabemos usar o aparelho ou o serviço
internacionalizado quase gratuitamente. Depois de fazer um breve curso pelos
disponíveis funcionários, extremamente fiéis às empresas, não
conseguindo lograr o funcionamento adequado, submete-se ao completo calvário
das gravações novamente e então o servil servidor do amo e senhor sistema
de telefonia, chega à conclusão que o defeito é do aparelho e deve-se
procurar a assistência técnica. Praticamente um mês depois, dado à fila
de espera em consertos de aparelhos então adoentados pela neurolingüística
dos funcionários das telefônicas brasileiras (teleitália, teleespanha,
teleEUA, teleAmos e Senhores
etc), conclui-se de que o aparelho não tinha nada e o problema era da
central. Recorrer
a quem, justiça? Ora, façam-me o favor. Quando reclamo preciso da razão,
pelo menos, em menos de cinco anos, pois pode ser que quando a justiça se
digne a ser menos morosa eu já não esteja mais vivo. Vivi os anos sessenta. Revoluções de todos os gêneros explodiam pelo mundo: musical, política, sexual, literária etc. Ideologias políticas tão bem definidas que dividiam o mundo em dois blocos. E hoje heim? Ai,
ai... aqui no Brasil, vivemos partidos de direita alinhados com de centro e
até de esquerda, objetivando eleições; governantes que não lêem o que
assinam; corruptos sendo investigados, mas continuando legislando e
definindo destino de todos nós. A sombra do aumento do salário (?) mínimo, vão empurrando outras reformas que usurpam os direitos adquiridos de tantas lutas e sangues derramados. Ora sangue derramado...Quanto foi derramado na Segunda guerra em troca de uma siderúrgica e depois vendemos a troco de banana. Se
há uma outra vida, que eu não acredito, imaginem a vontade de vomitar que
não está dando naqueles que tombaram em Pistóia? Pois é...Nem quero falar mais, senão dá vontade de apressar a partida. Mas tenho ou não tenho razão de dizer que, NÃO SE QUER, MAS ACHO QUE É PRECISO MORRER...(ou eles, né...?).
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