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Wilson Pacheco


VÃNDALOS 

  

Comenta-se em minha terra de que agosto é mês de cachorro louco. Que também brota o pessegueiro e os velhos morrem. Assim, nos mesmos agostos, nos quais, morreu Getulio Vargas e Jânio Quadros renunciou à Presidência, tivemos anunciado a morte do Jornalista Roberto Marinho mascarando a punhalada nas costas do eleitorado brasileiro, requintada com o vômito amargo da pecha de “vândalos” aos funcionários públicos, eleitores do Partido da Traição (PT), que inconformados com o descaso da câmara dos deputados (escrito propositadamente com letra minúscula) ao votar a maldita e mentirosa reforma da previdência, quebraram os vidros do palácio do “brasiliano Senado Romano”.

Vandalismos assim foram os responsáveis pela queda da Bastilha, pela reforma de Martinho Lutero, pela queda do muro de Berlim, pela resistência francesa e também, pelas greves dos metalúrgicos lideradas pelo então vândalo Luiz Inácio da Silva. N
ão posso negar que o vandalismo, do Presidente, naquela época lhe valeu uma prisão, mas também uma pensão, como perseguido político.

Mas, não quero entender tais atos como ação de vândalos. Fatos assim são muito leves, visto que em outros países colocar-se-iam carros bomba, para que cérebros de alguns parlamentares traidores fizessem seu papel principal-o de “estrume”. Mas, diga-se de passagem, como tudo tem um lado positivo, talvez a troca dos vidros ainda vá beneficiar algum fornecedor, amigo do “rei”.

Vandalismo, no meu entender, é um candidato ser eleito por uma imensa maioria, para dizer NÃO ao FMI e, no entanto, cair de joelhos a ele, já antes da posse. Vandalismo maior não seria, perante o proprietário de terra, apoiar as invasões do MST? Embora eu não discuta a legitimidade do movimento, mas o MST tinha no PT e no então vândalo metalúrgico os seus fiéis apoiadores.

Não é vandalismo, prometer de correr o País com seus ministros e não ter tempo, diante de tantas viagens internacionais acompanhadas por discursos dignos de peladeiros de final de semana?
Vandalismo, Senhor Presidente, é um partido falar em democracia e liberdade de expressão e ameaçar de expulsão, os seus parlamentares legítimos e fiéis aos estatutos e programas partidários, anteriormente defendidos e serem vigiados com técnicas de dar inveja à extinta KGB e SS?

Vândalo é o funcionário público que usa como arma uma simples pedra contra a sua frágil vidraça, mas não é vandalismo seus líderes tentarem assediar os membros dos partidos que se opõem ao seu programa para traírem suas legendas e votarem a favor da traição presidencial? Agrava-se este fato quando os verdadeiros membros do Partido dos Trabalhadores (não aqueles do Partido da Traição) devem ser eliminados por interpretação de traidores, por não compartilharem desse seu clube de assédios.
Vandalismo não seria o chefe do executivo desafiar os demais poderes da República, colocando-se apenas abaixo de Deus para realizar as reformas e acabar cedendo à leve pressão dos magistrados, mesmo sendo, segundo suas vândalas palavras, membros de uma caixa preta?

O Senhor está de parabéns Presidente. Sua pouca qualificação intelectual, tal e qual os soldados do império Romano (os mais fortes serviam de bucha de canhão enquanto os mais inteligentes ficavam nas cidades) o fez partir para a guerra cega e surda, não atendendo o clamor de quem o elegeu, somente porque negava essas malditas reformas que não interessam legitimamente ao País. Não escutou o clamor dos mais lúcidos que ainda tentam manter o T de Trabalhador e não de Traidor e fez, de forma intempestiva as mudanças que em nada, absolutamente nada vão trazer de desenvolvimento para a Nação. Isso é vandalismo, Senhor Presidente. O mesmo vandalismo que faziam antigos governos ao realizar votações rapidamente e na calada da noite.

O quanto o senhor chamaria de vândalos, assassinos e covardes qualquer governante que impedisse, por força policial a entrada do POVO na casa do povo -O congresso Nacional.

A traição deve ser punida com apedrejamento, conforme divinas escrituras. Mas, infelizmente acabaram-se as pedras e a força física do povo já não consegue atirá-las tão longe, pois deveriam quebrar as vidraças também do palácio da Alvorada, da granja do torto, liquidar com a Primeira Cadela e desmanchar os cabelos da primeira dama, apenas para começar, pois o correto seria o povo conseguir reeditar os vândalos da Hungria e dar-vos o mesmo destino que deram ao traidor ditador daquele País e família, julgados e executados sumariamente em praça pública.

Nossa alegria é de que o Partido dos Trabalhadores, digo Traidores, morre na sua administração, pois está usufruindo com galhardia da mesma corda que enforcou Leck Valessa e o seu “Solidariedade” no deslumbramento pelo poder.

A história é cíclica, Senhor Presidente, e o “vândalo”, vai ser devolvido, com juro e correção monetária, já nas próximas eleições municipais.


  • Wilson Pacheco é Doutor, Mestre e Professor de Anatomia da Universidade Federal de Santa Catarina.

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