O DESAFIO DE ENCONTRAR A FELICIDADE
Há os carros do ano, os televisores, os computadores, os bens e insumos da tecnologia de ponta; há os mostruários, as vitrines das luxuosos shoppings,que definitivamente estão fora do alcance dos deserdados pela sorte. Isto é desequilíbrio social, é violência generalizada. As pessoas dos centros urbanos destes tristes tempos tornaram-se agressivas, desassossegadas, ansiosas, tensas, estressadas, demasiadamente grosseiras. A amizade, a sinceridade, solidariedade, a preocupação com o semelhante, a empatia, etc., são valores perdidos pela sociedade urbana. Gemem os famintos desnutridos, os doentes sem assistência médica hospitalar. Da mesma forma murmura a multidão carregada de encargos sociais, impostos, taxas exorbitantes e pesados aluguéis, etc. As dívidas e a inadimplência tem pego a todos; da mesma forma que nos devem, devemos aos outros. Ninguém vive com tranqüilidade, todos estão mergulhados nas preocupações, que estão despedaçando o cérebro e ninguém mais tem felicidade.
A maior parte dos políticos, dos detentores do poderio econômico, revestidos de ostentação, brincam com a diplomacia e se apoiam na burocracia, fazem malabarismo político, sem que lhes importa em pouco com a dor dos povos.
Se os pobres não são felizes, por estes tempos, os ricos também não são e muito menos a classe média que fica entre a cruz e a espada. Como disse o Dr. Samael: "ricos e pobres, crentes e descrentes, comerciantes e mendigos, sapateiros e funileiros, vivem porque têm que viver; afogam no vinho suas torturas até se converterem em drogados para escapar de si mesmos.
As pessoas das cidades tornaram-se agressivas, tensas, stressadas, maliciosas, receosas, descosmificadas, astutas, perversas, atc. Todo mundo engana todo mundo. Ninguém acredita mais em ninguém. A burocracia(desconfiança) aumenta escandalosamente dia após dia. Impõem-se registros de todas as espécies, certificados, documentos, etc.
Já não há mais empregos para todos. Já não há mais felicidades para a maioria dos seres humanos. Com inversão de valores, perdeu-se o verdadeiro sentido da convivência, da amizade, do amor, etc. A televisão, o cinema, os meios de comunicação em massa banalizam intensivamente o sexo, tornando-o animalesco, selvagem e desprovido do romantismo e do amor. Casam-se hoje e separam-se amanhã. O homossexualismo, o lebianismo, o sexo deturpado, tornaram-se comuns e normais nesta época de valores invertidos.
Há crimes hediondos, seqüestros, guerras e mais guerras, revoltas e mais revoltas, guerrilhas e mais guerrilhas, atropelamentos no trânsito, batalhas nos campos de futebol, nos clubes sociais, grandes aglomerações, etc. Onde quer que haja concentração de pessoas reside o perigo. Há roubo, assaltos, seqüestros de todos os tipos, há muita confusão de todos os tipos nas cabeças das pessoas, é o caos instalado. E o caos é o beco- sem- saída deixado pelo rastro da violência. No caos há muita perda de energia, de esforço, porém não aparece solução para os problemas. Caos é caos. A unidade dos lares se perdeu definitivamente, a família se decompôs e as escolas desviaram as suas funções, se transformaram em depósitos de gente, já não possuem uma didática transformativa. A escola está apenas adestrando a parte animalesca do ente humano.
O Dr. Samael apresenta um caminho para todos nós conhecermos todas as coisas caóticas que se encontram em nosso interior, para identificarmos as causas de toda esta podridão, para buscarmos e questionarmos o porquê de tudo isto, no livro GRANDE REBELIÃO, da editora gnose e outras.
Para erradicar a violência urbana já não serve mais as teorias desprovidas da prática vivenciada, as promessas de campanhas de políticos, as demagogias, as boas intenções e os discursos distanciados da ação, precisa-se de atos concretos de todos nós, articulados através da mobilização da sociedade como um todo. Para erradicarmos a violência, precisamos conhecer as leis universais de causa e efeito, a dialética da dualidade. Precisamos com urgência saber de fato qual é a real causa da violência. Saber o que se esconde ideologicamente por detrás de tudo isto. Precisamos compreender que as causas da violência, do nosso sofrimento individual e da dor universal do coletivo humano, têm origem no ego.