O EGO, A CAUSA DA VIOLÊNCIA.

Sigmund Freud não é o descobridor do ego, nem tampouco foi a primeira pessoa a falar deste; pois o ego é tão antigo quanto o ser humano na face da Terra. Freud foi o primeiro a usar o vocábulo Ego para denominar um conjunto de agentes psíquicos constituidores do subconsciente, causa dos defeitos psicológicos, emocionais que constituem a estrutura das neuroses e psicoses, por meio de uma investigação psicológica profunda dos processos engendram a violência e a inconsciência no ente humano. Em sua Psicanálise, método de tratamento criado por ele para diagnosticar e tratar as desordens mentais. Freud dá o nome de ego para um conjunto de elementos psíquicos, de valores positivos ou negativos manifestos na psique do homem.

Tudo que possuímos no universo relativo, se apresenta sob a forma de matéria, de energia e de luz. A matéria, segundo Einstein é a energia que perde temperatura, se apassiva, pois o movimento de seus átomos se torna mais lento. A energia é a luz condensada (apassivada). A luz é a mais alta fonte de atividade dinâmica subatômica, a mais alta realidade de forma de energia do universo relativo. O ego é uma forma de energia apassivada a partir da essência. Portanto o ego é a luz da essência cósmica numa freqüência vibratória menor. Na realidade, o ego é uma forma de energia psíquica grosseira, que impede a manifestação da essência na forma de consciência. Em síntese, o ego é a treva, antítese da luz da essência, sintetizada a partir do rebaixamento da freqüência desta, para ofuscar a consciência.

Einstein se referiu a esta forma absurda de energia ao dizer: "O valor do homem é determinado, em primeiro lugar, pelo grau e pelo sentido em que ele se libertou de seu ego".

No universo relativo, todas as coisas se manifestam em dualidades bipolares: positivo e negativo, masculino e feminino, alto e baixo, tristeza e alegria, prazer e dor, evolução e involução, existência e morte, amor e ódio, essência e ego, etc.

No universo Hominal, de modo análogo, esta bipolaridade se faz presente em seu mundo psicológico nas formas de energias, que são denominadas pela Filosofia Moderna de: Seidade e Egocentrismo, Essência e Ego.

  Na Filosofia Oriental, a manifestação da essência é chamada de Atman e a do ego, Aham. O cientista e filósofo Humberto Rodhen descreve a essência como sendo o Uni do Universo e o Ego o Verso deste.

O Mestre Samael Aun Weor, nascido na Colômbia, em 3 de Março de 1.917, foi um homem de notável saber que, com suas profundas inquietudes, promoveu intensas investigações no campo das ciências sociais, das ciências naturais, da antropologia e da psicologia. Deixou-nos um vastíssimo conhecimento dialético acerca do ego , da essência e da consciência, registrado em mais ou menos 100 (cem) obras, traduzidas em diferentes idiomas.

O Sr. Joaquim Enrique Amortegui Valbuena, Mestre Rabolu, discípulo de Samael Aun Weor, sintetizou o ensinamento sobre o ego, sobre a essência e a consciência, usando uma linguagem mais simples, clara e concisa, para facilitar nossos estudos.

  O ego é um conjunto de eus que geram os defeitos, enquanto que a essência produz as virtudes através do ente humano.

A doutrina dos eus foi estudada na Filosofia Tibetana, na Egípcia e no Cristianismo Ocidental.

No Tibet Oriental, os eus, componentes do ego, são chamados de agregados psíquicos , ou simplesmente valores, conforme ensinamentos do Mestre Samael.

No Egito os agregados psíquicos, os eus, os valores, o ego, são chamados de Demônios Vermelhos de Seth, conforme está escrito nas obras de Psicologia Revolucionária do Mestre Samael.

No Cristianismo, os eus, componentes do ego, recebem a denominação de Legião, e os efeitos deste são chamados de pecados. Aí, o conjunto dos elementos psíquicos compõem um universo de sete Legiões: Cobiça, Gula, Luxúria, Inveja, Ira, Orgulho e Preguiça.

  Sabemos que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, lei da inércia. Da mesma forma, no nosso espaço psicológico, não podem atuar ao mesmo tempo, a essência (consciência) e o ego (subconsciência). Na realidade, a essência age, porque é pró-ativa, e o ego reage ante os acontecimentos, porque é reativo.

  A psicologia revolucionária, criada pelo Mestre Samael, diz que o homem moderno possui tão somente 3% de essência produtora de virtudes, de qualidades, contra 97% de eus, germes do ego, geradores de defeitos. Então, o pobre ser humano, mecanizado como está, produz 97% de defeitos; entre eles, todo tipo de violência, de agressividade, de depredações, etc.; e apenas 3% de virtudes, em suas relações interpessoais e, também, nas relações intrapessoais, isto é, nas suas relações com o próximo, com o Cosmo e consigo mesmo.

Devido ao ego, o homem não possui individualidade definida e sim uma multiplicidade de comportamentos que se alternam entre si, de instante a instante, através da personalidade. Amarguras, dificuldades, etc., são efeitos da falta de unidade psicológica em nós. Há uma falta de organização psíquica em cada um de nós, decorrente da atuação dos múltiplos agregados psíquicos, eus.

Dentro de cada um de nós vivem milhares de eus, que podem ser evidenciados através da prática da auto-observação, conforme asseverou o Mestre Samael; o que pode ser comprovado por cada um de nós ao perceber as inumeráveis mudanças de comportamento, reações e contradições que se dão em nosso interior.

  Nossa mente é como um palco e os eus são os atores, que aí atuam e cada um ao cumprir o seu papel cósmico de drama, de comédia ou de tragédia é destronado pelo seguinte que entra em cena, conforme podemos comprovar na prática através dos ensinamentos que nos deixou o Mestre Samael. Da mesma forma, não possuímos um eu permanente, mas muitos eus, que geram comportamentos efêmeros; é uma legião de eus diabólicos, uma multidão de elementos infra-humanos que nos tornam seres agressivos, depredadores, usuários de drogas, violentos e absurdos.

Do ensinamento dado pelo mestre Samael e que pode ser comprovado por nós, conclui-se que também é um absurdo a teoria do Eu Superior e Eu Inferior, conforme apregoa a psicologia convencional. Porque estes são partes da mesma coisa, assim como o ponto-de-partida e o ponto-de-chegada de um móvel pertencem a uma mesma trajetória de movimento. Assim como o ponto inicial e o ponto final de um segmento de reta formam duas secções de uma mesma coisa, a inferior e a superior, o Eu Superior e o Eu Inferior em nós são dois aspectos do mesmo ego pluralizado, tenebroso e absurdo.

O Eu Divino ou Eu Superior é um disfarce ideologicamente formulado pelos inimigos da paz e da justiça social. Certamente é uma evasiva, uma escapatória para manter a sociedade na obscuridão, na ignorância e na violência generalizada.

  Dentro de nossa personalidade (persona), que em Grego significa máscara, vivem muitíssimas personagens diferentes entre si, algumas boas, outras más, umas melhores, outras piores, algumas gulosas que nos levam a comer excessivamente, outras beberronas que nos levam ao bares, outras luxuriosas que nos levam ao abuso sexual, ao adultério, à fornicação; há aquelas iradas que nos levam ao desentendimento, à agressividade, à briga, à morte; há outras cobiçosas que nos levam a trabalhar compulsivamente, outras preguiçosas que nos conduzem à inércia total, etc.

Cada agente psicológico luta por sua hegemonia no espaço psicológico, querendo exclusividade, ao tentar controlar o centro intelectual por meio de pensamentos, o centro emocional através de sentimentos, o centro motriz por meio de movimentos, o centro sexual através do sexo desenfreado e o centro instintivo pelo automatismo da mecânica animal, conforme nos ensina a Psicologia Revolucinária do Mestre Samael.


< Anterior >     < Próximo >