TÉCNICAS PARA CONSTRUÇÃO DA PAZ
Não se pode erradicar a violência da sociedade, da forma como se tentou até hoje, atacando-a no efeito. É preciso atacá-la no seu nascedouro, na origem, na causa. E, para isso, precisamos saber onde ela nasce; coisa que a escola convencional não ensina às crianças. Não ensina, porque não sabe. E não sabe porque não quer saber a verdade, a crua realidade dos fatos.
E por incrível que pareça, qualquer indivíduo pode erradicar de dentro de si mesmo os germes da violência; para isto, basta saber como. E o saber como, até hoje, a escola não ousou ensinar, porque não aprendeu ainda. E, para ensinar isto ao ente humano, a escola precisaria ter uma didática concreta, que orientasse o estudantado a maneira correta de combater a violência na causa por meio da dissolução dos seus eus inumanos, do seu ego.
Para acabar com a violência social é preciso que a escola ensine aos alunos, crianças e adolescentes, entre estes aqueles que ainda não se tornaram demasiadamente violentos, a maneira como não se prostituírem socialmente com a violência generalizada do mundo adulto; a não se tornar violento, como mais uma vítima do sistema. E, é preciso ensinar, a quem já se contaminou com os vírus da violência, com os eus da ira, da ambição, da inveja, da preguiça, da gula, da luxúria, do orgulho, etc., a técnica de erradicação deste defeitos, por intermédio do sistema de revolução da consciência, que começa com a prática de auto-observação de si mesmo. É preciso ter a coragem de ensinar às crianças que a violência de concentrar bens materiais, no modelo econômico injusto, é responsável pela violência escolar, pela violência infanto-juvenil, pela violência senil, pela violência social, pela violência familiar, racial, etc.; e, mostrar onde ela inicia, no interior de cada um de nós mesmo, através dos agentes componentes do ego.
Para estancar a violência vigente, seria necessário promover a transformação do modelo econômico que aí está. Mas, para transformar este modelo vigente, promotor da violência pluridimensional, é preciso transformar o homem que o dirige. E, este não se transforma sem a erradicação do ego de dentro de si mesmo.
Uma verdadeira educação, para elevação do homem e da sociedade ao grau de HUMANO, começa por ensinar o aluno a destruir dentro de si mesmo os aspectos animalescos que possui, o ego, o germe de todos os males, raiz da violência pluridimensional.
É preciso uma didática concreta de dissolução destes eus geradores de defeitos, para ensinar ao homem erradicar do interior de si mesmo o germe da ambição e todos os outros eus engendradores de todo tipo de violência. É preciso educá-lo com aquela educação que possui a inteligência vegetal; da árvore produz frutos para alimentar não só a si mesma, mas a todos os demais seres vivos da biomassa. E o homem cria um sistema econômico violento, que lhe permite usar o trabalho de outros homens em benefício próprio; assim, consegue ajuntar só para si, por possuir em seu interior os agentes danosos da ambição, tudo aquilo que a árvore produziu universalmente para todos os demais seres vivos. E depois dizem que o indivíduo de hoje, concentrador do grande capital, é moderno, evoluído, coisa e tal.