COMBATE A VIOLÊNCIA NO EFEITO
Para combatermos a violência no efeito, de modo preventivo, como se fez até hoje, podemos agir, na minha compreensão, como se segue:
1-Fazer uma profunda reflexão em todo o mundo acerca da violência múltipla, na família, na escola, no trânsito, nos esportes, na ecologia, etc.
2-Instituir um dia universal de cada ano, para passar os nossos feitos negativos a limpo, refletir sobre os nossos defeitos, nossos erros, que quase sempre engendram violências; arrependermos de possuí-los e tomarmos atitudes sérias para emendarmos deles, combatê-los e erradicá-los, para o bem de nosso semelhante e da empatia da massa social a limpo. Poderia ser este dia, o dia da morte de Jesus Cristo, a maior autoridade entre os seres humanos a posicionar radicalmente contra a violência e a favor da paz; entretanto foi barbaramente vitimado pela injustiça e pela violência descomedida do ente humano.
3-Incluir nos currículos escolares e programas de ensino, proposta de conscientização acerca da origem e conseqüência da violência entre os seres humanos; estabelecendo atividades educativas, profiláticas, etc., para enfrentamento e erradicação desta.
4-Desenvolver ações integradas, no mundo inteiro, envolvendo a família, a escola, todos os segmentos sociais, as instituições sociais, etc., no sentido de encaminhar soluções de combate a todo tipo de violência.
5-Conscientizar a todos, através das escolas e dos veículos de comunicação, acerca de que a violência é algo que diz respeito a todos nós; porquanto é fruto e desmembramento das condições sociais, econômicas e da perversa política econômica do injusto regime capitalista, vigentes em nosso pais e no mundo
6-Conscientizar o estudantado a identificar através da observação, a presença da violência no cotidiano, na família, no trabalho, no trânsito, nos esportes, na escola, em todas camadas sociais, na ecologia, em pessoas escolarizadas da mais alta formação intelectual, etc. Identificando preliminarmente, através da observação da violência existente em si mesmos, devido a presença do ego em cada um de nós.
7-Levar o estudantado a se conscientizar de que a violência é altamente dissiminada pelos meios de comunicação de massa; de que é institucionalizada pelo sistema político ,pelo sistema econômico dominante, etc.; que, em conseqüência disto, a vida se torna mais difícil e complicada para todos nós; e de que a vida, enquanto valor divino, supremo, se torna cada vez mais desrespeitada e banalizada.
8-Ajudar o estudantado a se conscientizar de que os laços de amizades genuínas, de cooperação, de solidariedade, o espirito comunitário e o exercício de cidadania plena, estão desaparecendo do nicho ecológico do ente humano, por causa da hipertrofiação do ego, da violência generalizada e da banalização da vida.
9-Conscientizar o estudantado acerca da perda dos parâmetros éticos, morais e espirituais entre os entes sociais componentes da massa humana; e ajudar o alunado a desenvolver atitudes positivas no sentido de reconquistar tais valores, que foram perdidos.
E, Repreensivamente é a maneira com que se combateu a violência até hoje. O Sistema possui todo um aparato, revestido adequadamente, com a ideologia dominante, para a execução desta função. Sobre esta já se falou exaustivamente muitos autores, entre eles, por exemplo, os que citamos ao longo deste livro, Michel Foucalt; Ana M. Guimarães, Einstein e outros. Então, Não precisamos abordá-la novamente, pois foi o que fizemos ao longo de todo este trabalho investigar os seus próprios defeitos, através da técnica da auto-observação de si mesmo; para, em seguida, efetuar a eliminação destes, por meio da aplicação do primeiro fator de revolução da consciência, conforme está didaticamente demonstrado na Psicologia Revolucionária do Mestre Samael.