| Parte IV Os Pioneiros Família Batista Martins Família Carneiro Família Cota Família Pena Família Pereira Guimarães Nova Geração |
Os pioneirosAs famílias que aqui começaram a chegar a partir das priscas eras de 1740, até o fim do século passado, e que contribuiram com seu trabalho e esforço para o progresso e desenvolvimento de nossa comunidade, em tempos tão difíceis, longe dos centros mais adiantados, sobretudo com a ausência do auxilio espiritual, de que tanto necessitavam, são aqui relacionadas, em ordem alfabética, com um resumo histórico de cada uma, sua procedência e seus descendentes. Família Batista Martins Esta família descende do coronel Manoel Batista Martins e Ana Umbelina Gomes. O coronel era filho de João Batista Martinsde Abreu (da família Abreu e Silva) e de Joaquina Martins, proprietários da fazenda "Pereirão". Ana Umbelina era natural de Barra Longa, da família Gomes, de origem portuguesa que imigrou para a província de Minas Gerais, em 1734, aproximadamente. Seus antepassados eram originários da localidade Manzedo, Portugal, vindo diretamente para Barra Longa, onde adiquiriram diversas sesmarias. O coronel Batista Martins nasceu em Saúde, foi próspero comerciante, fazendeiro, proprietário da fazenda hoje conhecida como Santa Barbara.Foi um hábil político e o primeiro a introduzir água encanada na comunidade saudense. O coronel e Ana Umbelina conhecida como Sinhá Dona foram pais de - João Batista Martins - Canuta Batista Martins - Astolfo Batista Martins - Alvaro Batista Martins - Georgeta Batista Martins - Celuta Batista Martins - Artur Batista Martins - Ana Batista Martins Seus descendentes progrediram, constituiram família e se ramificaram por Dom Silvério e por outras localidades como, Ponte Nova, Belo Horizonte, Petrópolis, Rio de Janeiro e Niterói. O autor desta obra descende desta família pelo lado paterno. Luis Carlos Soares, descendente de Canuta Batista Martins casada com Joaquim Severiano Soares, fez rápida carreira política em Petrópolis, como vereador e como deputado estadual, tornando-se alí um símbolo e um ídolo, embora precocemente falecido. Foi um idealista e um carismático. Seu irmão Mateus Gomes Soares exerceu, também, grande militança na politica petropolitana, tendo exercido, por duas vezes, o cargo de prefeito daquela cidade: em 1983 e 1984. De Artur Batista Martins casado com Geni Pena descendem Ana Paula Martins Aleixo, coordenadora concursada de ensino da Prefeitura do Rio de Janeiro e André Aiex Martins, Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Família Carneiro Esta família procede de Portugal, cujo patriarca foi Manoel Alves Carneiro, natural de São Martinho da Vila Fria, termo de Barcelos. Seu filho João Gonçalves Carneiro veio para a província de Minas Gerais com aproximadamente doze anos de idade, dirigindo-se diretamente para São Caetano de Mariana, onde em 21/06/1779 casou com Ana Maria de Jesus. Seu filho, Felisberto Gonçalves Carneiro casou em 22/07/l8l2 com Maria Tomásia Rodrigues Rola e foram pais de Francisco Maximiano Carneiro casado com Inácia Candida de São José, e em l8l2 eram proprietários da fazenda Bueno. Somente quatro de seus filhos vieram residir em Saúde: - Leandro Maximiano Carneiro que em l899 casou com Maria Regina Rola, pais de Maria Regina Carneiro casada com José Januário da Cruz (Juca da Cruz; - Inácio Maximiano Carneiro casado com Antonia Regina Rola, pais de Maria José Carneiro casada com José de Vasconcelos Monteiro (Juquinha Vasconcelos), e de Geraldo Rola Carneiro, da fazenda da Vargem , casado com Maria Mol Soares; - Claudina Carneiro Cota casada com Manuel dos Reis Cota ( Neco Reis ); -Rosalina Carneiro Cota, casada com Manuel Martins Cota ( Neco Martins ). Em Dom Silvério é grande o número de descendentes desta família. Família Cota ou Cotta Esta família procede da freguesia de Santa Bárbara, situada na Ilha dos Açores, Portugal. O tronco português da família se chamava Pedro Cota de Malha, da Ilha Terceira. Seu filho, o guarda-mor João Pedro Cota Vieira veio para a província de Minas Gerais em meados do ano 1700, onde, depois de ter abandonado a função que exercia na Intendência do Ouro, em Villa Rica, dedicou-se ao comércio e à lavoura. De João Pedro Cota Vieira e sua esposa Tereza Teixeira Sobreiro descendem: - Sebastião Pedro Cota, pai de Manoel Reis Cota (Neco Reis) e de Antônio Sérvulo Cota (Nhô Nico); - Protásio Pedro Cota pai de Manoel Martins Cota (Neco Martins); É numerosa a descendência desta família em Dom Silvério, Belo Horizonte, Ponte Nova e Rio de Janeiro. Seus descendentes muito se destacaram na política e no desenvolvimento de nossa comunidade, como: médicos, advogados, farmacêuticos, professores, fazendeiros, agricultores e em muitas outras atividades comerciais e industriais. José dos Reis Cota descendente de Manoel dos Reis Cota casado com Claudina Carneiro foi o primeiro médico nascido em Saúde e Antônio Viçoso Cota, filho de Manoel Martins Cota casado com Rosalina Carneiro, além de médico, foi por duas vezes prefeito de Dom Silvério: 1948 a 1951 e 1955 a 1959. Família Pena ou Penna Esta família procede da Galícia espanhola situado no norte da Espanha. O nome primitivo era "PENN" de origem celta, antigos habitantes da Gália. Dom Inácio da Pena, fidalgo espanhol, passou para Portugal a serviço do rei Dom Manoel, em 1500, aproximadamente, adquirindo alí grandes propriedades territoriais.. Em 1517 foi concedido foro de freguesia a Salvador Ribeiro da Pena e a São Miguel da Pena, aldeias da família. Na década de 1790 a 1800, vieram para a província de Minas Gerais, fugindo de perseguições políticas em Portugal, Domingos Teixeira Pena, Domingos José Teixeira Pena, padre Gervasio Teixeira Pena e Antônio José Teixeira Pena, todos parentes do barão Ribeiro da Pena. Domigos José Teixeira Pena permaneceu em Santa Bárbara cujo principal descendente foi Afonso Augusto Moreira Pena, que chegou a ser Presidente da República. Antônio José Teixeira Pena foi para a Vila de São Pedro de Cantagalo, província fluminense, onde deixou muitos descendentes. Domingos Teixeira Pena foi para Barra Longa, ali se casando na família do senador José Joaquim Fernandes Torres, tornando-se proprietário das fazendas Jaracatiá, Marimbondo, Rio do Peixe e terras do Ogó e Vidinha. Seus descendentes em Dom Silvério foram: - Benjamim Fernandes Pena - Sebastião Fernandes Pena - Maria Joaquina Fernandes Pena. Maria Joaquina Fernandes Pena, mais conhecida como Maria Pena, casou com Francisco José Fernandes Pena e o casal teve 3 filhos: - Emilia Teixeira Pena com descendentes em Rio Casca, Raul Soares e Ponte Nova - Sebastiana Fernandes Pena casada com Antônio Fernandes Torres, filho do Senador Joaquim José Fernandes Torres. Sua filha Luisa Pena Torres casou com Ovído Barcelos, de Vargem Alegre, pais de Maria, Sebastiana, Antônio, Bárbara, Naída, Luis, José Pedro e Ovídio Filho. - João Vicente Fernandes Pena casou com Ermelinda Levi e foram pais de Geni Pena, José Vicente Fernandes Pena, Maria Pena, Doralice Pena, Maria Auxiliadora Pena e Francisco Fernandes Pena. Seus descendentes se encontram estabelecidos em Dom Silvério, Rio Casca, Raul Soares, Ponte Nova, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Niterói. O autor deste ensaio procede desta família pelo lado materno. Família Pereira Guimarães O alferes Gualter Pereira Guimarães, tronco da família que se ramificou largamente por várias localidades mineiras, no dizer do cônego Trindade, nasceu em São Pedro de Freitas em 23/11/1732, lugar Sobreiro, Portugal, Termo de Guimarães, Arcebispado de Braga. Com 14 anos de idade veio para a província de Minas Gerais, fixando-se em Barra Longa.Com 20 anos casou em 1752 com Maria de Oliveira, filha de Caetano de Oliveira, primitivo proprietário da fazenda Bueno. Construiu, pouco tempo depois, a fazenda "Gualter", nas proximidades da fazenda do sogro. Faleceu em 15/01/1793. Dos sete filhos do Alferes somente dois permaneceram na fazenda Gualter, e estabeleceram seu comércio em Saúde: Capitão Joaquim Pereira Guimarães e Mariana Rosa Pereira Guimarães. O capitão Joaquim Pereira Guimarães casou em 14/04/1795 e foi residir na fazenda Lobo-Pereira, nas imediações de Santana do Deserto, onde, em 1823, servia como comandante do destacamento local . Por morte da esposa, transferiu-se para a fazenda Rompe-Dia, de sua propriedade, perto da fazenda Bueno e da fazenda Gualter. Faleceu em 27/12/1832 e foi sepultado na Capela de Saúde.É interessante assinalar que os moradores desta fazenda sempre a chamavam de "fazenda do gualté", aqueles que fazem o "persinal" com o pé. Do capitão Joaquim Pereira Guimarães somente três dos seus 11 filhos permaneceram na fazenda Gualter e estabeleceram suas atividades em Saúde: Joaquim Maria Pereira Guimarães, nascido e batizado em Saúde, em 12.06.1814. Ana Leopoldina Pereira Guimarães, nascida e batizada em Saúde em 24.01.1818 José Felizardo Pereira Guimarães, nascido e batizado em Saúde em 02.04.1820, sendo também, avô do cônego Trindade, pelo seu segundo casamento com Maria Madalena da Trindade. De Mariana Rosa Pereira Guimarães procedem Ana Marinho Ribeiro e Maria Inácia Marinho. Maria Inácia Marinho casou com Manoel Ribeiro Pereira Guimarães, que são os antepassados de José Marinho Guimarães pai de Maria Josina Guimarães , Olinto Marinho Guimarães, José Ferreira Guimarães (Zezito) e Ana Ferreira Guimarães (Ninica). De Maria Josina Guimarães (Sinhá) casada com Jair Nunes Cordeiro procede, entre outros filhos, Afrânio Guiimarães Cordeiro, que foi por duas vezes prefeito de Dom Silvério: 1971 a 1973 e 1977 a 1983. A família Marinho de Dom Silvério é proveniente do mesmo tronco da família Marinho de Ponte Nova, que é, também, aparentada com a família Camarão, dessa mesma cidade. A família Marinho é de origem espanhola, classe nobre. Nova Geração Após a heróica luta dos pioneiros que foram os destemidos desbravadores de nossa terra, assinalando o caminho da esperança e com advento da estrada de ferro, do automóvel e da luz elétrica, uma nova geração foi chegando e dando também a sua contribuição para o desenvolvimento das artes, do comércio e da indústria desta terra abençoada. O progresso de nossa cidade muito deve a esta nova geração, estes abnegados comerciantes, industriais, farmacêuticos, médicos, professores, contadores e agricultores, que fazem a história de Dom Silvério. Famílias Aleixo Barcelos Coura Grijó Magalhães Gomes Mol Nunes Cordeiro Rebelo Horta Repolês Ribeiro Ferreira Rocha Rola Starling Teixeira de Aguiar Trindade
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