Alma Gêmea
Dentre as brumas amigáveis
Mil vultos hão de passar
Entre mundos insondáveis
O clamor de te encontrar
Dentre mil sóis e mil luas
Achei o que nunca procurei
Quando a inocência mostrou-se nua
E desde o princípio eu te amei
És o pólen das flores vivazes
Que dão vida aos meus campos
No frio da noite, és o meu manto
A melodia que acompanha meu canto
Da dor humana, tu és a morfina
Em trevas profanas, és tu quem me guia
A ordem, a paz, que me livra a agonia
E protege no dia, de mãos assassinas
Doçura que me preenche com seu mel,
E retira-me do peito todo o fel.
Eu já posso dizer que sou nós
Porque já faz parte do que chamo meu
Ao mesmo tempo que também sou seu
És enfim, o remédio que me faz são
És para mim, a derradeira emoção
Um sentimento que nunca morreu
E que em nenhum momento nasceu
Você, a chama de minha razão
União de realidade e ilusão
Meu segundo eu
[ Anterior} { Próximo} |