Sombras

Sombras escuras, formas sombrias
Exsurgem na noite com a morte do dia
Corpos trevosos, trevas esguias
Mistérios da mente, ardente magia
Espectros caliginosos, aparições fortes
Resguardos da dúbia face da morte
Nebuloso frio, antecedente do corte
A foice obscura, que dita sua sorte
A morte da sorte, sobre a luz que se aporte,
Escuridão mais escura, o corte da morte...
Mas logo o negro corvo cessa o canto de agonia
À fúria esfumaçada, sucede a calmaria
E as sombras nebulosas, criam tons de alegria
Como o fim da noite, o alvorecer de um novo dia


[ Anterior ] [ Próximo]