A Guerra dos Hussitas
Os guerreiros tomaram conta da maior parte da
Europa. Comentários fervilhavam sobre a guerra dos ”Mussitas”, denominada
também Utruquistas. Naquele tempo, eles queriam comungar sob as duas espécies
de pão e vinho. O mais notável de todos os chefes era João Zisca, famoso
guerreiro. Ele marchou à Boêmia para libertar seus partidários
- surpreendeu os magistrados na municipalidade fazendo atirar, da janela
à rua, sete deles, os quais foram mortos pela turba.
A multidão invadia cidades, aldeias e colônias. Os adeptos da doutrina de João Huss adotavam as literaturas, segundo as quais as lindas obras escritas eram indiferentes para a salvação eterna.
Os utruquistas eram Mussitas da Boêmia. Novos tipos de armamentos estavam sendo planejados para pôr fim àquela desordem. O canhão do tipo cremalheira era um projeto. Os fatos aconteciam e os boatos atemorizavam cada vez mais os habitantes do Antigo Continente.
PASSÁRO TEQUE-TEQUE - Gutenberg, ao chegar em Viena, notou muita coisa diferente. Sentiu-se só para iniciar uma nova vida. Não podia declarar a qualquer um o seu nome verdadeiro, com medo de sofrer uma traição por parte dos adversários políticos. Quando lhe perguntavam:
- Como é o seu nome?
- Ele respondia:
- Johann de Deus.
Ele era um rapaz tímido, mas sabia sair-se bem em qualquer circunstância. Com a capacidade que tinha nos trabalhos de artesanatos, só queria ser independente. Mesmo porque ele não podia comprovar a sua idoneidade, o diploma manuscrito havia ficado na parede do seu quarto na Mogúncia. As dificuldades financeiras foram-se agravando. Suas roupas de tão velhas já estavam manchadas.
CASA DE MADEIRA – A casa dele era grande, porém modesta. Na frente só tinha uma porta, sem janelas. O lugar era úmido, ficava perto da laguna.
GOLFINHO – Os meios de sobrevivência em Viena não eram propícios. Ele então resolveu tentar uma vida melhor na cidade do Golfo de Veneza, formado pelo Mar Adriático, onde havia gôndolas na Praia de São Marcos (Pizza) (San Marcos). Rica e poderosa, principalmente pela Metalurgia. Gutenberg e Lorenz partiram a pé para Veneza onde iniciaram no ramo de fundição de metais. Compraram uma forja.
TORAS DE LENHA – Lorenz mantinha o calor do forno. De manhã ia ao pasto e pegava os animais, colocava-lhes a cangalha e seguia o caminho do cavalo, chegando ao horto onde se localizava a fundição. Arrumava a lenha e acendia o forno. As labaredas brilhosas saíam pelos lados, do centro do forno. Uma panela de ferro recebia a caloria, derretia os metais que se liqüidificavam e, desta forma, eram despejados em formas quadradas ou em latões.
Assim, já havia se passado dois anos quando Frielle teve notícias de que Gutenberg encontrava-se em situação penosa na cidade de Veneza. O pai, impossibilitado de fazer viagens longas, pediu então ao seu irmão que fosse até onde Gutenberg estava residindo e o trouxesse para morar em Strasbourg, na França.
ATELIER – Na França, a paz imperava sob o reinado de Fellip. Na Alemanha, em 1430, falecia aos 90 anos Madame Elteville, professora e avó de Gutemberg. Em seu túmulo, foi colocada uma estátua, um busto coberto com uma beca, em homenagem à profissão que ela exercia.
Frielle e Gutenberg foram para Francfort. A herança foi distribuída e Gutenberg recebeu sua parte, montou um atelier e fez sociedade com Andréas Oritzehn, Jorg Dritzehn e Claus Hermann. Gutenberg foi contratado para ser mestre de Andréas no fabrico de vidros, espelhos e no corte de pedras preciosas.
Andréas aprendeu muito e refletia:
- Deus é o mestre dos mestres. O diamante é a pedra mais valiosa e preciosa, duríssima e só se consegue cortá-la com o próprio pó de diamante, que é triturado num pequeno pilão de cobre, único metal que resiste.
- É utilizado em muitas indústrias; corta vidro, embeleza as jóias e é muito difícil encontrar uma jazida diamantífera. Além do diamante, existem outras pedras semi-preciosas: Ametista, turmalina, berilo, topázio, esmeralda, água-marinha, cristal de rocha, granada e outras mais.
- Na
forja contendo brasa, coloca-se a peça de ferro até ficar vermelha:
depois é colocada
dentro de um vasilhame contendo água
ou óleo e assim o ferro se transforma em aço. A bigorna serve para bater a peça
e chegar-se ao formato desejado. Exemplo: a lança é um tubo de ferro que,
depois de batido, recebe a forma de ponta.
Vidro – Substância sólida transparente, dura e quebradiça, obtida pela fusão e conseqüência do processo de mistura de quartzo, carbonato de cálcio e carbonato de sódio. Depois é colocado na fornalha onde a temperatura deve ser de 1000 graus.
Quartzo – Mineral trigonal, óxido de silício que se apresenta em grande variedade. Também chamado de cristal de rocha, quando duro e transparente.
Âmbar – Substância sólida, parda ou preta de cheiro almiscarado, proveniente de uma raizinha fóssil amarela semi-transparente e quebradiça que serve para fazer terços, colares e peças de enfeites de mesa.
Espelhos – Para o povo, espelhos são placas de vidro polidas com uma face estanhada, isto é, revestida por uma camada de estanho e mercúrio. Em física, dá-se o nome de espelho à toda superfície polida capaz de refletir luz.
Luz – (Fis.) Ondas eletromagnéticas que afetam os sentidos da visão, formando um espectro visível do vermelho ao violeta.
Ora, cada dia que passava, Andréas aprendia mais.
Evidência - Ilustração e civilização, fenômeno ótico, que se apresenta como feixe de luz amarelada por ocasião do crepúsculo e que alguns consideram como prolongamento da luz solar.
GORRO – Andréas Dritzehn parecia ser um cigano. Fazia tacho de cobre. Gostava de usar na orelha esquerda, uma argola de ouro. Na cabeça, gorro de pelúcia, parecido com funil e a ponta caía com o peso do pompom sobre os cabelos loiros, ondulados e aparados. Sua vestimenta era à moda grega.
JORG – O seu irmão era diferente. Não gostava de fantasia. Talvez devido à sua idade já um pouco avançada.
MÃO – Os trabalhos manuais feitos pelas mãos de Gutenberg eram famosos. As peças eram vendidas para pessoas de fino gosto nas feiras livres, na ocasião do Jubileu na Ásia.