O Primeiro Quadro


Quadro: Gutenberg e o galo – O Primeiro dos 13 Quadros pintados por mim sob inspiração Espiritual com a seguinte analogia:

No tempo da escravidão, homens brancos, possuidores de bens naturais e materiais, compravam escravos e os exploravam nos trabalhos pesados; plantavam, rodavam moendas, mineravam (alguns até eram reprodutores), e assim os mercadores ficavam mais ricos, aproveitando os cativos mais capacitados e inteligentes.

As gerações escravizadas sofreram muito naquele tempo, principalmente antes da invenção da maquinaria. Ao amanhecer, quando o galo cantava, eles se levantavam e começavam um novo dia de trabalho. Sempre com a esperança de que um dia o sol raiasse diferente. A Abolição já era assunto nos terreiros enquanto pilavam café, catavam o arroz, plantavam o feijão e cuidavam da criação.

Gutenberg levantava-se junto com a servidão da casa. Antes de tomar o café da manhã, fazia suas orações e pedia proteção a Deus para os escravos, os quais sofriam com o regime social de sujeição e utilização da força humana,  explorada como prioridade privada para fins econômicos.

Neste plano, o dinheiro, a beleza física e a fidalguia valem muito, mas na vida espiritual nada representam. Todos deverão ser julgados pela sua honestidade, simplicidade e fidelidade a Deus.

Nos lugares onde não forem cremados os corpos, o jazigo não deve ser suntuoso, nem enfeitado com ricas peças metálicas, às vezes, somente uma cruz fincada tem muito mais brilho que as outras.


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