Nota do Autor
A CRIANÇA ADORMECIDA
Com o lançamento de "A Menina que admirava o Lago", tenho a pretensão de resgatar parte da criança que trazemos em nosso interior e que, diante da atribulada vida diária, costumamos deixar de lado, relegando-a ao involuntário abandono.
Conhecemos adultos que parecem viver suas vidas como eternas crianças e temos sido testemunhas de crianças que diariamente tornam-se órfãs da infância, assumindo precocemente, por exclusiva necessidade de sobrevivência, a responsabilidade característica dos adultos, privando-se do melhor período de sua existência.
Não nos custa sonhar com o dia em que as crianças de todo o canto e recanto do mundo possam se preocupar exclusivamente em viver, desfrutando do sagrado direito de sonhar e brincar como crianças e que, quando adultas e a beleza da ingenuidade abandoná-las diante da não tão bela realidade do cotidiano, atinjam com consciência a plenitude da maturidade sem jamais abrir mão da necessária sensibilidade, ricamente encontrada na gostosa fase dos sonhos e das fantasias infantis.
Com o desejo de que a leitura deste Livro se identifique com a sua Criança interna, camuflada e adormecida...
Nelray