MULHERES NA TELINHA

Eu acompanho muito o tele-jornalismo e dedico atenção especial aos âncoras que fazem e acontecem no setor. Mas, vocês hão de concordar que na telinha hoje quem tem liderado com muito charme é verdadeiramente a mulher, seja na apresentação em estúdio, no talk show, na reportagem externa ou nos programas de auditório, elas estão cada vez mais líderes em audiência.

Fico verdadeiramente encantada com as externas porque conheço de cátedra as dificuldades que a profissional tem que enfrentar para fazê-las ali, diante da câmera e não perder o fio da meada, principalmente quando a matéria é editada ao vivo.

No setor destaco a Ana Paula Padrão que considero uma expert. Ela, sempre evitou o sensacionalismo e a impostação. Age de forma imparcial, dando à notícia uma temática real com muita tranqüilidade e espontaneidade.

Mas atuar no estúdio também não é fácil. Jornalistas como a Lilian Vitte Fibe, Monica Vald Voguel, Carla Vilhena, Leila Cordeiro, Glória Maria, Márcia Peltier, Sandra Annemberg e Fátima Bernardes (minha preferida) dão um show à parte e conferem à notícia um estilo próprio e inimitável.

Em Umuarama, fomos brindadas com o talento da jornalista Graça Milanez que militou por vários anos na TV Tibagi e que hoje, preside nossa Associação de Imprensa. Atualmente, quem atua na mesma área e empresa, é a também jornalista, vice-presidente da AIU e conterrânea do Maranhão, Cláudia Bonatti.

Já nos programas de auditório, temos rainhas como a Hebe Camargo (primeira mulher na televisão), Ana Maria Braga e a Xuxa que dispensam comentários. Nos talk-shows, as impagáveis Marília Gabriela, Silvia Poppovic e Leila Nagle. Mas infelizmente, não consegui gostar do programa Márcia. O nível é muito baixo e ofende o telespectador com as intermináveis brigas e agressões, mas como nos EUA, esse tipo de programa está fazendo sucesso , é claro que o Silvio Santos, um empresário de visão, não ia deixar de testá-lo no SBT (Só que parece que a fórmula falhou!!!). Como eu disse, prefiro assistir a coisas menos violentas.

Mas nossa riqueza feminina também faz e acontece nas novelas, especiais, e filmes. Curto muito a TVE porque sua programação é rica em cinema brasileiro, como o programa Cine Brasil, que passa as obras primas de nosso cinema, tanto do passado como modernos ou Novo Cinema Novo (não confundir com o Cinema Novo do Glauber). Depois dou um click no remoto e vou para a TV Mulher, que considero um canal especial e mais uma grande conquista da mulher com sua programação totalmente voltada para o universo feminino.

Infelizmente sou da "periferia" e ainda não tenho TV a Cabo, mais quando o danado (cabo) passar por aqui, eu assinarei. De parabólica sem medo de ser feliz, passo pelo SBT onde a grande Hebe e a Marília Gabriela fazem e acontecem e finalmente, recosto a cabeça para receber a toda poderosa Globo com suas novelas que viciam mesmo!

Como não se deixar encantar também pelas novelas. Mulher é assim mesmo. Os homens não adoram o futebol?, então, é cada um na sua.

Sou do tempo da extinta TV Tupi, lembram! Quando a imagem era em preto e branco. Chorava com os dramas do casais reais da televisão brasileira: Regina Duarte ( Em Mallu Mulher - impagável!) e o Francisco Couco; Glória Menezes e Tarcísio Meira; Fernanda Montenegro e Paulo Autran (Que tive a honra de conhecer pessoalmente e entrevistar no Festival de Teatro de Londrina).

Quando nova, era fã da Vila Sésamo, Sitio do Pica-Pau-Amarelo e morria de rir com a Família Trapo, Satiricon, Viva o Gordo, Costinha, Ronald Golias e principalmente com as maluquices de Derci Gonçalves, a primeira-dama do riso no Brasil. Sem papas na língua, Derci fala o que lhe vêm à cabeça e sua vitalidade impressiona qualquer ser humano. Até hoje, continua repercutindo o grande show que ela apresentou aqui em Umuarama.

Minhas atrizes favoritas são: Regina Duarte, Fernanda Montenegro (O Beto acha a filha, Fernandinha Torres a melhor atriz do Brasil), Beatriz Segall e Glória Pires.

 

NAMORADINHA DO BRASIL

 

Eu assisti a quase todas as participações de Regina Duarte na telinha. Aprendi a amá-la porque além de grande atriz, ela é uma mulher que revolucionou a tele-dramaturgia em todos os sentidos.

Quando estive em meados de outubro de 96, participando de um coquetel da Encol em Cascavel, tive a oportunidade de conversar pessoalmente com Regina que participava como convidada especial do evento. Linda, elegante, atenciosa e meiga, foi essa a imagem primeira que tive ao vê-la ao vivo, vestida dos pés à cabeça pela sua sensacional grife La Duarte.

Filha de nordestinos, Regina nasceu em Franca-SP. Sua família o pai, Jesus Duarte ,a mãe Dulce Blois e os quatro irmãos, Tereza, Claudio, Flavio e Maria Lucia sempre apoiaram os dotes artísticos da futura "Namoradinha do Brasil".

Seu pai era muito severo e foi seu grande incentivador cultural, tanto dela como de seus outros irmãos, porque evitava dar sapatos e roupas a eles e sim, livros e discos, pois queria que tivessem uma educação forte e embasada em conhecimentos culturais.

A mãe, Dulce, era professora de piano e ensinou aos filhos poesia e música, o que complementava os ensinamentos e desejos do pai.

Regina sofreu muito para chegar ao título de "Namoradinha do Brasil". Ela mesma conta que quando criança, se achava uma menininha exibida e que gostava de grandes platéias. Aos 9 anos estudou balé e aos 8, publicou crônicas e poemas no jornal Diário do Povo.

Sua estréia como atriz se deu no teatro, na peça "Auto da Compadecida" aos 14 anos de idade. Ela tinha ido ao teatro apenas para conhecer como eram os testes e foi logo chamada para fazer o papel do palhaço.

A espiritualidade de Regina Duarte vem dos 14 aos 18 anos onde ela freqüentava a Legião de Maria, foi professora de catequese e não perdia uma Missa em sua paróquia.

Ela conta sem constrangimento, que junto com o pai saia de estúdio em estúdio procurando alguma empresa de publicidade que se interessasse por ela. Foi quando surgiu a oportunidade para gravar o famoso comercial da Kibon que foi apresentado no país inteiro.

Sua primeira novela, foi "Dez Vidas" de Ivani Ribeiro e ela tinha apenas 18 anos.

É dessa época seu primeiro beijo e namorado, Marcos Franco.

Depois vieram a peça teatral "A Megera Domada" e o casamento um ano depois, com o Marcos. Ela lembra que trabalhava na extinta Excelcior e não recebia salários a vários meses, o resultado era que os cobradores entravam em seu apartamento e levavam os móveis que eles haviam comprado, de volta, obrigando ela e o marido a dormirem no chão.

Sua vida mudou pra melhor, quando veio o contrato com a Globo. Sua estréia se deu com a novela "Véu de Noiva" de Janete Clair e nascia também seu primeiro filho, André. O casamento com Marcos durou doze anos e dele, nasceu também a hoje atriz, Gabriela Duarte.

A fase de separação pegou Regina em cheio. Assustada e com dois filhos para criar, ela pediu afastamento da Globo. A empresa reagiu e não aceitou a rescisão do contrato, dizendo a ela que podia ficar afastada e voltar quando bem entendesse.

Sua volta triunfal se deu "Nina" em 1979 e o mega sucesso nacional "Malu Mulher", em 1980.

Seu segundo casamento foi com o diretor Daniel Filho e durou um ano. Em 1980, ela subia ao altar pela terceira vez, com o publicitário argentino, Daniel Gomez com quem teve o terceiro rebento, João.

Mais uma vez, Regina diz o "Sim", desta vez com Del Rangel, também diretor de televisão e o romance durou dez anos, tendo ela estreado "Joana" e "Retrato de Mulher". Mais uma vez, o fim aconteceu em 1993.

Seu grande momento se deu com o personagem Viúva Porcina, em "Roque Santeiro" e depois a consagração em "Rainha da Sucata", "Vale Tudo" e "História de Amor".

Os momentos felizes se atropelavam com os tristes na agitada vida de Regina. Em 93, morria sua mãe Dulce, um duro golpe para ela que via na mãe um companheira inseparável.

Sempre com o coração aberto para novas paixões e emoções, Regina Duarte aos 50 de sucesso, brilho e ribalta, conhece seu quinto grande amor, Samuel MacDowell e o relacionamento durou alguns anos.

Seu coração sem limites para o amor, novamente se prepara para um novo amor, principalmente depois do sucesso que foi a sua última novela "Por Amor", nome altamente sugestivo que ela não deixará passar em branco na vida real, exatamente como o fez tão bem na novela. Assim seja!


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