RAINHAS E PRINCESAS
Como existem mulheres abelhinhas operárias, que nasceram para trabalhar como eu e vocês, existem também as mulheres que nasceram para governar os povos, as abelhas rainhas - princesas e imperatrizes dessa nossa colmeia global.
Elegantes e cultas, de sangue nobre e preparadas desde a tenra idade (algumas como Diana e Silvia foram exceções) para reinar sobre os plebeus e plebéias, elas encantam ou encantaram com sua majestade e são alvo do interesse da Imprensa Internacional e da sociedade.
Monarquias tradicionais de séculos, ainda hoje reinam soberanas em países evoluídos como a Inglaterra, Suécia, Mônaco, Espanha, Dinamarca, Noruega, Bulgária, Holanda, Grécia, Jordânia e Romênia. Possuem suas altezas, palácios e castelos, jardins monumentais, guarda real e todo o séquito de criados e até o Brasil, possui seus descendentes reais de D. João VI, os Orleães de Bragança e Bourbon que chegaram a ensaiar uma tentativa de volta ao poder em eleições recentes.
Eu sou fascinada pela nobreza não por sua riqueza, mas sim pelo encantamento de seus cerimoniais, trajes, castelos e estilo de vida.
É claro, não poderei falar de todas, mas citarei as que foram notícia de seis os sete décadas passadas, como Lady Di , Grace Kelly e Astrid, mortas em acidentes e as que continuam reinando como Silvia (Suécia), Elizabeth II (Inglaterra), Margarita ( Bulgária-exílio), Margrethe II (Dinamarca), Sonja (Noruega) e a Rainha Sofia (Espanha), cujas vidas, considero igual a um conto de fadas.
Culta e considerada a rainha brasileira, Silvia, rainha da Suécia, nasceu em Heidelberg, na Alemanha e é filha de Alice e Walter Sommenrlath, sendo sua mãe, brasileira.
Ela, os pais e seus irmãos, Ralf, Walther e Jorg residiram no Brasil, em São Paulo de 1947 à 1957, ano que voltaram para a Alemanha. Lá, Silvia estudou em Dusseldorf em 1963 e formou de 1965 a 1969 na School Munich Interpreting.
Graduou-se na Espanha e trabalhou no Consulado da Argentina em Munich. Dominando seis idiomas, atuou no Comitê de Organização das Olimpíadas de Munique, jogos que foram marcados pela violência do terrorismo e um ano depois, em 1972 conheceu o futuro rei, naquela época ainda príncipe da Suécia, Carl Gustav.
Quatro anos depois, em 1976, os dois se casariam, com ela assumindo o nórdico trono de Rainha da Suécia. Com o rei, Silvia teve três filhos, a princesa Victória (1977), o príncipe Carl Philip (1979) e a princesa Madeleine (1982). É conhecida internacionalmente por sua atuação na defesa das crianças e luta contra os tóxicos, sendo também ferrenha incentivadora dos esportes. Recebeu em 1994, o título de membra Honorária da Fundação Mentor Internacional.
Desde criança, toda mulher imagina viver um conto de fadas, encontrar seu príncipe encantado e rezar para que tudo não acabe em abóbora à meia noite.
Diana Frances Spencer ou Lady Di, a princesa de Gales (1961-1997) foi uma dessas meninas e diferenciando-se das demais, marcou nossas vidas com seu jeito simples e humilde, enfrentando problemas de toda ordem ao lado e depois, separada do príncipe Charles para culminar no trágico acidente em Paris.
Sua vida de professora primária começou a viver momentos de fada no 29 de julho de 1981. Lembro que a Inglaterra enfrentava problemas políticos de toda ordem e ouve protestos até contra o casamento e nem mesmo a lua de mel deles em Gibraltar, escapou da polêmica, quase criando um incidente político com a Espanha.
Quando ela começou a sofrer com as peripécias amorosas do príncipe, eu ficava imaginando "Será que nem mesmo ela é imune a traição".
Aquela menina depois conquistaria o mundo e mostraria toda a beleza e candura de seu lado humanitário lutando contra a fome, o desarmamento e a miséria.
Ela também nutria pavor dos repórteres, principalmente dos famosos paparazis (alcunha de batismo dos oportunistas fotógrafos italianos que vivem rondando as celebridades para fotografá-las e vendem suas fotos à peso de ouro), e por estranha coincidência, era deles, que ela vinha fugindo em Paris quando o pior aconteceu. Sua morte em 31 de agosto de 97 ainda se encontra envolta em mistério, cercada de sensacionalismo vindo principalmente de Londres onde, segundo documentário, teriam afirmado que ela havia sido morta pelo serviço secreto britânico para evitar que uma princesa inglesa desposasse um muçulmano. Seria ela mais uma vítima do racismo?
Enquanto casada e ao lado do príncipe Charles, Diana Spencer passava uma imagem de profunda amargura e mesmo ao lado dos filhos, não escondia que sofria imensamente. Ela, então, sabendo da traição do príncipe com Camila, foi a primeira mulher nobre dos tempos modernos a desafiar tudo e todos para ser apenas uma mulher normal que ama e é amada, renunciando ao cetro. Seu sonho acabou a vários quilômetros por hora em um túnel de Paris, cidade luz e cidade dos amores impossíveis.
No trono mesmo, continua reinando desde 1952, a Rainha Elizabeth II ou Rainha Mãe, como gostam de chamá-la, os britânicos. Elizabeth nasceu em Londres em 21 de abril de 1926, filha do Duque e da Duquesa de Iork (respectivamente, Rainha Elizabeth e Jorge VI). Sua educação ficou a cargo da princesa Margareth que a preparou para o trono desde a infância. Viveu lado a lado dos ingleses os terríveis anos em que a Inglaterra foi bombardeada pelos alemães na Segunda Grande Guerra e cresceu na rígida disciplina palaciana e ao contrário do que muitos pensam, foi dela a ordem final para a invasão das Malvinas, durante a guerra contra a Argentina, porque nada na Inglaterra se resolve sem a palavra final da Rainha Mãe. Na época, o destaque foi todo para a "Dama de Ferro", Margareth Thatcher. É muito querida e estimada pelos bretões, mas passou apuros durante a separação da princesa Diana e seu filho, o príncipe Charles.
No passado, outra mulher real que fascinou o mundo, também veio a falecer em terrível acidente. Grace Kelly, melhor atriz, premiada com o Oscar em 1954, com o filme "Amar é Sofrer".
Grace conquistou as telas do cinema e largou tudo para viver um filme real, como princesa do Principado de Mônaco, pequeno país dos Alpes Marítimos a sudoeste da França e a beira do Mediterrâneo. Isso mesmo, ela largou a fama de Hollywood para se casar com o príncipe Louis Henri Maxence Bertrand ou Rainier III e como Lady Di, viu tudo acabar aos 52 anos em 14 de setembro de l982, quando sofreu hemorragia cerebral devido a um acidente automobilístico. Sua filha, a princesa Stéphanie tinha 17 anos na época e ficou ferida no acidente.
Mas acidentes com princesas não começaram com Grace e Lady Di. A primeira a morrer em acidente automobilístico, foi a rainha Astrid, da Bélgica. Linda e adorada por seus súditos, ela vinha retornando de uma viagem ao lado do rei, Leopoldo II quando aconteceu o acidente na estrada do lago Lucerna em 29 de agosto de 1935, sendo ejetada para fora do carro em que viajava, tendo morte instantânea.
Notem que Astrid e Diana morreram no final de agosto e Grace Kelly, um mês depois, em setembro. Estranham coincidências?