MARTA SUPLICY, A BELA E A FERA

Uma das mais atuantes defensoras da mulher, das crianças e das minorias é Marta Suplicy, deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores – PT; ela e o esposo, Senador Eduardo Suplicy são dois exemplos vivos a serem seguidos por todas as mulheres e homens que abraçam a vida pública. Marta é Psicóloga, formada pela PUC-SP, com mestrado em Psicologia Clínica pela Michigan State University e pós-graduada na Stanford University. É membra da Sociedade Brasileira de Psicanálise-SP e Membra da International Psychoanalytical Association (IPA).

Minha amizade com ela se deu graças a Internet onde trocamos constantemente diversos e-mails sobre assuntos relacionados a mulher e onde obtive sua permissão para publicar seus artigos em minha revista.

Nas eleições para governador em São Paulo, Marta surpreendeu nas urnas e mandou às favas os institutos de pesquisas. Quase ia conseguindo ir ao segundo turno com Maluf, não fosse uma pequena e apertada margem de votos favoráveis a Mario Covas. Sua campanha deixou boquiabertos os cientistas políticos já que ela usou apenas seu carisma e propostas sérias, tendo que vender o próprio carro para custear sua campanha. Trabalhou sem verbas e mostrou que a transparência e a humildade são suas maiores virtudes e ela ainda vai dar o que falar no cenário político, disso eu tenho certeza. Seu esposo, Eduardo, foi um dos mais votados a nível nacional.

Sua carreira começou na TV onde apresentou, diariamente, com muito sucesso o quadro "Comportamento Sexual", no programa TV Mulher, da rede Globo, entre os anos de 1980 e 1986. Apresentou, também, o programa "Comportamento Sexual", da TV Manchete entre os anos de 1987 e 1988. Apresenta, diariamente o quadro "Opinião de Marta Suplicy", na Rádio Musical FM, de São Paulo.

Recebeu, em 1982, a medalha "Mulher do Ano", do Conselho Nacional das Mulheres Brasileiras e "Primeira entre as Dez Maiores Mulheres Admiradas no Brasil", revista Cláudia, em 1986.

Deputada Federal eleita pelo PT, em São Paulo, com 76.130 mil votos, para o mandato 95-98, integra as Comissões de Seguridade Social e Família, e a Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Fez parte das comissões de Direitos Humanos; Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias; Relações Exteriores. Integrou ainda as Comissões Especial da Política Nacional de Drogas; Sistema Único de Saúde; Demarcação de Terras Indígenas; Mulher; Reforma Eleitoral e Direitos Autorais.

Integra a Frente Parlamentar Contra Toda Forma de Exploração e Turismo Sexual de Crianças, Comissão da Mulher do Parlatino-Parlamento Latino-Americano e o Fórum de Mulheres do Mercosul-Capítulo Brasil.

É vice-presidente do Grupo Parlamentar Interamericano sobre População e Desenvolvimento (organismo da ONU). Foi escolhida por duas vezes (86 e 87), pelo DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o mesmo que publicou o livro/pesquisa "Quem foi quem na Constituinte", como uma das parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional. Resultado da pesquisa está na publicação Os Cabeças do Congresso.

Foi representante da Câmara dos Deputados na IV Conferência Mundial sobre a Mulher, Pequim, China, 1995, e no Congresso Mundial contra a Exploração Sexual e Comercial de Crianças, em Estocolmo, Suécia, 1996.

Marta Suplicy é Fundadora do GTPOS-Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual, que desenvolve trabalhos de capacitação e oficinas para profissionais de saúde e educação na área da sexualidade e prevenção de AIDS.

No mês de junho deste ano, esteve na Europa em constantes reuniões com autoridades das áreas do trabalho, saúde, educação. Na França, esteve reunida com a ministra do Trabalho e Solidariedade, Martine Aubry para troca de experiências sobre o programa francês "Primeiro Emprego" que atende atualmente cerca de 350 mil jovens daquele país. Esteve também na Bélgica, Portugal e Espanha em constantes encontros com as ONGs visando ação conjunta de combate a violência contra a mulher.

Autora do programa "Juventude Cidadã" em São Paulo que a exemplo do programa francês, irá atender 200 mil pessoas entre 15 e 21 anos que não possuem o 1º Grau completo e que estejam desempregadas, Marta preside ainda o Grupo Parlamentar Interamericano sobre População e Desenvolvimento, organismo da ONU.

Marta também é escritora, tendo publicadas obras como: "Conversando sobre sexo". 8º ed. Rio de Janeiro: Ed. da Autora, 1983. 367p; "Estudo sobre a sexualidade humana", baseado em cartas recebidas pela autora em um programa de TV. Aborda temas como puberdade, adolescência, virgindade, anatomia sexual, anticoncepção, gravidez, homossexualidade e doenças sexualmente transmissíveis. "De Mariazinha a Maria". 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1985. 294p. Reflete sobre os sentimentos das mulheres tais como: necessidade de agradar, o medo de crescer, de arriscar e de fracassar, aumento da responsabilidade, a busca da segurança, receio de experimentar o novo e culpas variadas; "Reflexões sobre o Cotidiano". Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1986. 322p.Analisa temas sobre uma nação emergindo após vinte anos de ditadura, como a luta das mulheres pelas eleições diretas, aborto, casamento, maternidade, adultério, conquistas e limites da mulher no Brasil. Aborda a educação em Cuba, revolução sexual, AIDS, gravidez na adolescência, liberdades individuais, submissão e o movimento feminista; "Sexo para Adolescentes": orientação para educadores. São Paulo: FTD, 1988; "Papai, Mamãe e Eu": o desenvolvimento sexual da criança dos dois aos seis anos no lar e na escola. São Paulo: FTD, 1990. "não paginado". il. Aborda temas relacionados à educação sexual para crianças. Examina o desenvolvimento sexual da criança dos dois aos seis anos de idade; "Brisilien Im Nächsten Jahrtausend". In: BRASILIEN entdeckung und selbstentdeckung. Zurique : Benteli, 1992. 527p 516-517; "Educação Sexual e orientação sexual e a importância da mãe no desenvolvimento da capacidade amorosa". In: RIBEIRO, M. (Org.) Educação Sexual : novas idéias e novas conquistas. Rio de Janeiro : Rosa dos Tempos, 1993; "Em busca do feminino : ensaios psicanalíticos". In : SILVA, M.C.P (Org.). Analista, analista meu como você me escuta?. [S.I] : Casa do Psicólogo, 1993; "Guia de orientação sexual: diretrizes e metodologia". São Paulo : Casa do Psicólogo, 1994. 112p. Estudo sobre a sexualidade humana que fornece subsídios a profissionais de saúde, legisladores, jornalistas e outros profissionais diante de questões relativas à orientação sexual. Aborda o conhecimento científico, a realidade sociocultural brasileira e valores pluralistas relacionados à sexualidade; "Sexo para adolescente: amor, sexualidade, masturbação, virgindade, anticoncepção, AIDS". 2. ed. São Paulo : FTD, 1995. 128p. Estudo sobre a sexualidade, em linguagem simples e direta, voltada para os adolescentes. Informações sobre puberdade, órgãos sexuais, reprodução humana, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e outros assuntos e "Sexo se aprende na escola". São Paulo : Olho d´Agua, 1995.

É um nome que eu gostaria de ver na Presidência da República, porque se é possível elegermos governadoras, senadoras e deputadas, logo estaremos elegendo a primeira mulher presidente e aposto minhas fichas em Marta por tudo o que ela representa e tem feito; sua vida exemplar e seu dinamismo.


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