PIONEIROS DA IMPRENSA

Sem o incansável trabalho de pesquisa e as invenções geniais desses pioneiros, jamais você minha amiga, poderia estar lendo este meu livro ou qualquer um outro imprenso. Hoje, toda a Imprensa escrita deve a eles a sua existência. Eu não poderia esquecê-los jamais em meu primeiro livro e que este capítulo seja útil para os jovens estudantes de jornalismo que hoje desejam buscar um conhecimento mais aprofundado sobre a nossa história.

ÁLVARES, Rodrigo - Considerado o primeiro impressor português, nasceu em Vila Real, tendo iniciado a sua atividade de impressor e editor no Porto, em 1497. Aqui, como colaborador do bispo D. Diogo de Sousa, imprimiu duas únicas obras: "As Constituições sinoidais de D. Diogo de Sousa" e os "Evangelhos e epistolas", as duas impressas em 1497. Da primeira são conhecidos apenas dois exemplares, um dos quais está incompleto, pois falta-lhe a folha de subscrição tipográfica final, e encontra-se na Biblioteca Pública Municipal do Porto. O outro, completo, foi recentemente adquirido pela Fundação Casa de Bragança para a Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa.

Dos "Evangelhos e epístolas" é conhecido um único exemplar, completo, que foi apresentado em 1920, por Jaime Cortesão, então diretor da Biblioteca Nacional. Esta obra foi publicada e impressa pela primeira vez em Sevilha em 1485, na oficina de Pablo Hurus e, em 1493, na cidade de Salamanca por um impressor desconhecido. A tradução para português terá sido realizada pelo próprio Rodrigo Álvares a partir desta última edição, tendo a sua impressão sido feita em gótico de dois corpos, em 25 de Outubro de 1497. A composição é a duas colunas e tem 62 gravuras, catorze das quais repetidas. A foliação é de 200 fólios e a imposição é em cadernos de 4 folhas em papel grosso e amarelado.

Quanto às "Constituições...", acabadas de imprimir em 4 de Janeiro de 1497 é uma obra com 32 fólios, em tipo gótico dum só corpo, com capitais lombárdicas e floreadas de desenho em branco sobre fundo negro. A letra capital Q com que o texto começa tem uma xilogravura dentro do Q, onde estão representadas as armas de D. Diogo de Sousa. A composição tipográfica é de fora a fora, seguida, a uma coluna, com 40 linhas por folha. A imposição é em 3 cadernos. O livro contém 60 constituições diocesanas, divulgadas no sínodo de 1496 e um resumo final dos princípios e orações fundamentais do cristianismo.

As relações entre D. Diogo de Sousa e Rodrigo Álvares estenderam-se para lá do ano de 1497 e é bem possível que o tipógrafo possa ter dado à estampa, mais tarde, por volta de 1506, no Porto ou em Braga, umas segundas "Constituições..." de D. Diogo de que existe um exemplar na Biblioteca Pública Municipal do Porto, sem indicação de data nem local de impressão. Para além destas impressões, Rodrigo Álvares terá sido impressor de breviários.

Por desvendar continua, no entanto, o local onde Rodrigo Álvares terá realizado a sua formação profissional de base. Aquilino Ribeiro defende que terá aprendido com o alemão Paulo Hurus em Saragoça, hipótese que Artur Anselmo considera fantasista. Outros são da opinião que terá aprendido em Salamanca, ou em Braga, na Oficina de João Gherline. Esta hipótese aponta para que Rodrigo Álvares tenha sido mesmo discípulo de Gherline e dele teria recebido os tipos para os trabalhos realizados no Porto, os quais são um ampliação das matrizes do "Brevirium Bracharense" de 1494.

ANVERS, Lourenço de (1641-1677?) - Impressor da "Gazeta em que se relatam as novas todas..." (1641), o primeiro periódico português, teve prelo em Lisboa, onde obteve privilégio para imprimir entre outros o "Baptisterio", a "Summa de Villa Lobos" e os "Flos Sanctorum" de frei Diogo do Rosario. Ocupou diversos cargos públicos, renunciando à profissão de impressor.

BASKERVILLE, John (1706-1775) - Impressor inglês, nascido em Wolverley, que se notabilizou por ter fundido e gravado ele mesmo os caracteres que empregava, tendo também inventado o papel em que imprimia (papel vitela). Em virtude da perfeição dos seus tipos e das suas impressões, que sobressaem pela sua simplicidade, elegância e limpeza, as edições de Baskerville são muito procuradas. Estabeleceu a sua imprensa em Birmingham em 1750, onde por encargo da Universidade de Cambridge imprimiu, entre outros, a Bíblia inglesa.<Picture>

BODONI, Giambattista (1740-1813) - Nascido em Saluzzo, Itália, este foi o tipógrafo mais importante do Séc. XVIII. Na sua oficina de Parma imprimiu muitos livros e edições magníficas e sumptuosas que têm como principal destino a corte de Madrid. Foi aí que criou também o tipo bodoni, que se caracteriza pela harmoniosa combinação de traços finos e grossos e pela elegância da composição, marginação e proporção de todos os elementos. A maior glória de Bodoni são os tipos por ele criados, 268 séries de caracteres latinos, gregos e orientais, num total aproximados de 55.000 matrizes que ele próprio abriu, tendo gravado os punções e fundido os tipos. A sua principal obra foi o "Manual do Tipógrafo" que não chegou a concluir e que haveria de ser acabados por sua mulher, Margarita Dall'Aglio, em 1818.

BULLOCK, William - O americano William Bullock, atento aos últimos desenvolvimentos das artes gráficas, construiu pela primeira vez em 1865 em Filadélfia, para o jornal "Philadelphian Inquirer" uma rotativa de tipo cilíndrico de papel contínuo (dois cilindros porta-clichés e dois de impressão, imprimiam dois dois lados 8 000 a 10 000 folhas/hora).

CASLON, William (1692-1776) - Fundidor inglês cujo nome é atribuído ao designe feito na sua fundição de tipos.

CASTRO, Antônio Faustino de - Construtor português, empregado da Imprensa Nacional, foi o responsável pela concepção e construção de uma "tipografia portátil portuguesa" que esteve presente na Exposição Universal de 1862: media 1, 31 m de comprimento, 0,98 m de largura e 0,43 de altura e custava 120 000 reis (20 libras esterlinas). Continha uma caixa de composição, galeão de ferro, compenedores de latão e madeira, tesoura para cortar zinco, serrote, duas limas, duas chaves de parafusos, martelo, tamborete, apertador de cunhos, compasso, furador, pinça, prelo de ferro (novo sistema, de tímpano e timpanilha, de dimensão de quadro 0,22 m de largura x 0,32 m de comprimento), rama de ferro, tinteiro de ferro (com registo e mesa), rolo com manivela (com forma) duas tábuas para papel, uma tábua para levar a forma, almotolia de azeite, lata de tinta de imprimir, lata de melaço, lata com potassa, guarnições de madeira, cunhos, folhas de papel, duas meadas de cordel, correias para segurar as diversas peças, etc... A mala depois de aberta constituía uma forte mesa de madeira do Brasil onde se podia executar o trabalho tipográfico!

CAXTON, William (1421- 1491) - Nascido em Kent, é considerado o introdutor da tipografia no Reino Unido. Como agente comercial nos Países Baixos e de passagem por Colônia, tomou contato com a tipografia. No ano de 1474, em Bruges, em colaboração com Colard Mansion, publicou os primeiros livros em inglês, em letra de forma - "The Recuyeel of The Histories of Troye" e "The Game and Play of the Chess". Quando regressa às ilhas britânicas em 1476, monta a sua oficina na Abadia de Westminster. Aí imprime e encaderna cerca de noventa livros de caracter histórico e filosófico. O seu primeiro livro impresso em Inglaterra, em 1477, foi "The Dictes and Notable Wise Sayins of Philosophers". Publica também "The Cologne Chronicle", obra que contém a primeira menção a Gutenberg como inventor da imprensa de tipos móveis. A ele se deve também o uso em 1481, pela primeira vez em Inglaterra, de gravuras de madeira.

CHURCH, William - Idealizou e pôs em prática, no ano 1822 em Inglaterra, a mais antiga máquina de compor: uns canais-depósitos, inclinados, serviam para se introduzir os caracteres soltos e, por manejo de teclas, reuniam-se em linhas os caracteres, previamente distribuídos, sendo a justificação feita manualmente. O modelo original está no museu de Washington.

CLYMER, George - Mecânico americano de origem suíça, residente em Filadélfia, construiu, em 1797, o primeiro prelo americano totalmente em ferro a que foi dado o nome de "Columbian". Este prelo possuía um sistema inédito de pressão. Thomas Edison trabalhou com uma máquina deste tipo. Em Portugal, em 1822, o sócio Antônio Joaquim Freire Marreco ofereceu à Sociedade Promotora da Indústria Nacional, fundada nesse ano, um folheto com o desenho e capacidades técnicas da nova prensa tipográfica de ferro fundido inventada por Jorge Clymer.

COSTER, Laurens Janszoon (1370-1440) - Sacristão da cidade de Harlem (Holanda), cujo nome atingiu celebridade por se atribuir a Coster a invenção da Imprensa. Ou seja, Coster terá, antes de Gutenberg, praticado a composição com caracteres móveis. Curiosamente a data que se faz constar como sendo a da invenção da Imprensa, 1440, coincide com o ano da morte de Coster.

A tradição conta que Coster concebeu a idéia de formar letras com cortiça das árvores e de imprimir com estes caracteres versículos da Bíblia e preceitos morais para a instrução da família. Consta também que admitiu operários e imprimiu livros, entre os quais se encontra a obra rara "Speculorum humanae Salvationis". A mesma tradição aponta como um dos seus funcionários o irmão mais velho de Gutenberg, que teria fugido para Mogúncia levando vários utensílios e caracteres. No entanto, parece verdadeiro que, em 1440, as suas primeiras impressões foram expostas na Feira das Relíquias de Aix, onde foram observadas cuidadosamente por Gutenberg.

Em 1856 foi inaugurada uma estátua em frente à casa onde nasceu Coster onde está a inscrição "Layrentivs Johannis Filivs Costervs Tipographie Literis Mobillius e Metallo Fvsis Inventor", que atesta a sua invenção como completa, anulando quase toda a história e trabalho de Gutenberg.

CRAESBEECK, Peeter van (1572-1632) - Tipógrafo oriundo de Antuérpia que se instalou em Lisboa em 1597, fugido das lutas religiosas nas Províncias Unidas e aqui funda uma casa tipográfica com material importado da Flandres. A casa passará de geração em geração e a empresa subsistirá durante cento e seis anos. Peeter Craesbeeck tinha aprendido a ser tipógrafo com grandes mestres como Christphe Plantin e Balthasar Moretus. Foi admitido na oficina de Plantin aos onze anos de idade como aprendiz e passado seis anos era já oficial compositor.

Durante trinta e cinco anos trabalhou nas suas tipografias de Lisboa e Coimbra. Em Lisboa, nos primeiros anos do século XVII, a casa estava situada em Santa Maria Madalena. Em 1620, Peeter seria nomeado, por Filipe II, impressor real. Em 1632, com a sua morte, seus filhos sucedem-lhe na empresa. Lourenço Cresbeeck fica à frente da "Officina Craesbeeckiana" e, em 1639, funda nova casa em Coimbra, ficando Paulo Craesbeeck, seu irmão mais novo, responsável pela oficina de Lisboa. Em 1644 Antônio Craesbeeck de Melo sucederá a Paulo, vindo a ser nomeado, em 1666, impressor real. Por morte de Antônio, o título de impressor real cabe então a Miguel Deslandes, em 1687 que, vindo de França, em 1669, se instala em Portugal.

Ao longo da existência das oficinas desta família foram publicadas 150 edições, das quais se destacam nove edições do poema épico "Os Lusíadas" de Luís de Camões e onze das "Rimas" do mesmo autor. Deve-se ainda a Pedro Craesbeeck a primeira edição do célebre livro de viagens de Fernão Mendes Pinto, "Peregrinação", impresso em Lisboa em 1614.

DESLANDES, Miguel (?-1703) - Impressor de origem francesa (Thouars) que se instalou em Portugal em 1669. Casado com a filha do impressor, livreiro e editor Jean de la Coste (João da Costa), também estabelecido em Portugal, Deslandes herdará do sogro o material tipográfico com que imprimiu muitos livros em português, latim, espanhol francês e italiano. Por despacho de 1648, Deslandes naturaliza-se português para poder usufruir dos direitos de cidadania dos naturais do reino. Em 1687, depois da morte de Antônio Craesbeeck de Melo, é nomeado impressor real. Com a sua morte em 1703 sucede-lhe, na direção da régia oficina, o seu segundo filho Valentim da Costa Deslandes.

DIDOT, François Ambroise (1730-1804) - De origem francesa, o seu nome está intimamente ligado à uniformização dos caracteres, tendo concebido em 1757 um sistema de medida tipográfico e, em 1784, um alfabeto mais lógico e simples. Construiu por volta de 1780 uma prensa de um só movimento, tendo substituído a madeira pelo ferro, mármore e cobre. Através de uma mármore e uma platina de dimensões idênticas, tornou a impressão mais rápida e a pressão mais forte. Dispunha de uma fundição e de uma fábrica de papel. Em 1795, Fermin Didot (1764-1836) filho de François, faz os primeiros ensaios, com êxito, da estereotipia e da qual, no mesmo ano, pede o respectivo brevet, sendo por isso considerado o inventor da Estereotipia. A família Didot marcou de forma indelével a tipografia francesa e européia até ao séc. XIX.

DOLET, Étienne (1509-1546) - Impressor e humanista francês, nascido em Orléans, exerceu a sua atividade em Lyon onde o seu êxito provoca o ódio dos outros impressores, que o denunciam como suspeito de heterodoxia. Foge para Itália, mas em 1544 regressa clandestinamente a Lyon, onde é preso e transferido para Paris. Julgado, é reconhecido culpado de heresia e condenado à morte pelo Parlamento em 1546. Morreu queimado como ateu em 3 de Agosto desse ano. Como impressor, exerceu a sua atividade de 1538 a 1546, tendo publicado cerca de cem livros e opúsculos, entre os quais obras de Rabelais e Marot. Em 1887, na praça Maubert, em Paris, foi-lhe erigida uma estátua.

ELZEVIR (ou Elzevier) - Nome de uma ilustre família de impressores holandeses, de origem judaica, estabelecidos em diversas cidades da Europa nos séculos XVI e XVII. Célebre pelos caracteres de imprensa que levam o seu nome. Luis Elzevir, o chefe da família, imprimiu em 1583, uma das primeiras obras da responsabilidade deste clã, o "Hebraice Quaestiones et Responsiones", a que se seguiram outros ilustres tipógrafos e livreiros como Boaventura ou Abraham, tendo a firma sido extinta em 1681.

ENSCHEDÉ, Isaac - Fundador em 1703 da empresa holandesa com o mesmo nome, com sede em Haarlem, que se tornou famosa pela impressão de notas. Imprimiu um dos jornais mais antigos do mundo, o "Oprechte Haarlemache Coutranr", sendo a sua fundição de tipos, com mais de dois séculos, das mais prestigiadas em toda a Europa. O sucessor, Johan Enschedé, comprou a fundição de tipo em 1743 adquirindo também mais de metade do stock de Jan Roman & Cia, tornando-se ainda proprietário do Bloos van Amstel. Possuía por isso um número de tipo pouco usado e algum dele, feito para a impressão de música, jamais foi utilizado. Quando eventualmente queriam imprimir ações e notas que, de modo algum, deviam ser imitadas, usavam tipos e guarnições que ninguém mais possuía. Isto levou-os à especialização da impressão de notas: por ser muito difícil falsificar notas quando se imprimem combinando na impressão a litografia, a tipografia e a acrografia, levou ao desenvolvimento e especialização do trabalho a cor de alta classe. É o fornecedor habitual do Banco da Holanda e dos correios holandeses e estrangeiros.

ESTIENNE (ou Etienne), Henri (1460-1520) - Primeiro de uma numerosa família de impressores e humanistas franceses, famoso pela impressão da obra "Quintuplex Psaltérium" dado à estampa em 1508. Dos seus sucessores, destaca-se o seu filho Robert (1503-1559), que imprimiu obras em hebreu, grego latim, e uma dezena de edições da Bíblia. É considerado o pai da lexicografia francesa. Em homenagem a esta família, foi fundada, em Paris, em 1889 a famosa Escola Estienne, uma das melhores escolas de Artes Gráficas do mundo.

FERNANDES, Valentim (? -1519 ?) - Tipógrafo de origem germânica (Morávia) que se estabeleceu em Portugal a partir de 1495. Muitas vezes, exerceu a arte da impressão em sociedade, como por exemplo com o seu compatriota Nicolau de Saxônia, com João Pedro de Cremona (ou Buonhomini), com Hermão de Campos (ou Herman de Kempos) ou com Nicolau Gazini do Piomonte. Por ordem da Rainha D. Leonor, Valentim Fernandes imprime, logo em 1495, de parceria com Nicolau da Saxónia a "Vita Christi" de Ludolfo de Saxônia, traduzido do latim por Frei Bernardo de Alcobaça e Nicolau Vieira. Seguem-se outras edições, das quais se destaca em 1510, uma versão portuguesa dos "Evangelhos e Epístolas", textos compilados por Guilherme de Paris e dirigidos ao clero, que o tipógrafo Rodrigo Álvares traduziu a partir de um texto impresso em Saragoça por Pablo Hurus. Em 1518 Valentim Fernandes publica o que se julga ser o seu último trabalho - o "Repertório dos Tempos". Presume-se que depois da sua morte, em 1518 ou 1519, as suas caixas de tipos, prelos, gravuras e tarjas decorativas tenham sido vendidas pelos seus herdeiros ao impressor francês Germão Galharde, que em 1519, monta tipografia em Lisboa.

FOUCHER, Louis Leon - É atribuída a este francês a invenção da máquina do tipo "Foucher" de fundição de tipos e que se veio a impor, em geral, no mundo gráfico. Os seus filhos aperfeiçoaram as capacidades desta máquina inicial, ultrapassando assim algumas de marca mais antiga (Kusterman, Jonson, Atkinson e Wicks), razão pela qual muitas casas da especialidade a mantiveram durante muito tempo em uso.

FOURNIER, Pierre Simon (1712-1768) - Tipógrafo e gravador francês, criou em 1737, o ponto e escala tipográfica (dividiu este tipo em 12 pontos = Cícero; micrometricamente media 0,34875 mmm), depois alterada em 1775 por Didot. Em 1742 inventou o Tipomêtro. Foi também gravador e fundidor de letras.

GACON, Samuel (?) - Editor judeu, conhecido também por Samuel Porteiro, detentor de uma das primeiras oficinas tipográficas instaladas em Portugal, e donde saiu em 1487 na cidade de Faro, o primeiro livro impresso em Portugal - "O Pentateuco". Segundo o colofon, o livro foi concluído em 30 de Junho de 1487. Para a edição desta obra em hebraico, cujo único exemplar conhecido existe na British Library em Londres, teria existido já o recurso a caracteres metálicos móveis. Estes caracteres hebraicos eram quadrados e elegantes, de dois tamanhos, sendo o maior usado no texto e o outro, mais largo, nas rubricas. A tipografia hebraica portuguesa teve as suas origens na Itália, donde os judeus a teriam trazido para Portugal. Há a notícia de que outros incunábulos foram possivelmente impressos em Portugal antes de 1487, mas cujo desaparecimento tornou impossível, até hoje, a confirmação de que são anteriores àquela data. Estão neste caso as chamadas "Obras de D.Pedro" a "Imitação de Cristo" e a "Cartilha" de D. Diogo Ortiz.

GAILLARD, German - Tipógrafo francês estabelecido em Lisboa desde 1519, que tomou o nome aportuguesado de German Galharde ou Germão Galharte ou Galhard. Gaillard adquiriu aos herdeiros de Valentim Fernandes de quem poderá ter sido auxiliar, o material tipográfico com que imprimiu, em 1519, uma das suas primeiras obras - o "Missale secundum consuetudinem" a que se seguiram outras obras muito raras. Em 1535 é encarregado por D. Dionisio de Moraes de montar a oficina tipográfica do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, tipografia que funcionou até 1531, embora Gaillard tenha voltado a Lisboa em 1531. Em 1530 Gaillard foi distinguido por D. João III com todos os privilégios e liberdades dos oficiais mecânicos da Casa Real.

GANNAL, François - Farmacêutico e químico francês a quem é atribuída a invenção dos rolos para as máquinas de impressão. Em 1819, ele passa a utilizar nos rolos uma substância à base de gelatina e glicerina.

GARAMOND, Claude (1499-1561) - Célebre fundidor francês, que nasceu em Paris, e que se dedicou ao estudo e aperfeiçoamento dos tipos de Jenson e Manúcio. Construiu em 1530 a primeira fundição francesa de caracteres tipográficos. Os tipos que gravou são conhecidos mundialmente pelo nome de garamondinos. Francisco II, rei de França, encarregou-o, em 1541, de fundir caracteres gregos em três tamanhos (corpos), utilizados pela primeira vez por Robert Estienne em 1544, que se denominaram gregos del-rei e cujas matrizes e punções se conservam na Imprensa Nacional de Paris.

GIRARDIN, Emile de (1806-1881) - Jornalista francês, nascido em Paris, que transformou a imprensa periódica, baixando o preço dos jornais e fazendo deles grandes órgãos de publicidade. Foi um vigoroso polemista tendo sido por isso levado a bater-se com Armand Cannard. Fundou diversos jornais como o La Mode (1829) e o La Presse (1836). Publicou, entre outras, várias obras sobre imprensa como "De la Presse Périodique au XIX" (1837) e "De la Liberté de la Presse et du Journalisme" (1842).

GIUNTI (ou Giunta), Phillipo (1450- ?) - Primeiro tipógrafo da famosa família de Florença, concorrente da família de Manúcio, que devido às suas grandes possibilidades econômicas abriram oficinas gráficas e livrarias não só em Florença, mas também em Roma, Veneza, Lyon, Londres, Salamanca, Madrid e Burgos. A obra editorial e tipográfica dos Giunti desenvolveu-se de 1497 até ao século XVI. A sua marca tipográfica era o lírio florentino. Em Castela os Giunti foram conhecidos por Junti, em Veneza por Zonta e em Lyon por Junte.

GUTENBERG, Johann Gensfleish (1397 ?-1468) - Nascido na cidade de Mogúncia (Alemanha), no seio de uma família bastante próspera, é a ele que se deve a criação do processo de impressão com caracteres móveis - "a tipografia". Tanto o seu pai como o tio eram funcionários da Casa da Moeda do arcebispo de Móguncia, sendo provavelmente ali que Joahann aprendeu a arte da precisão em trabalhos de metal. Em 1428, Gutenberg parte para Estrasburgo onde procedeu às primeiras tentativas de imprimir com caracteres móveis e onde deu a conhecer a sua idéia. Nesta cidade terá, provavelmente, em 1442, impresso o primeiro exemplar na sua prensa original - um pedaço de papel, com onze linhas. Em 1448 voltou a Mogúncia. Aqui, em 1450, conhece Johann Fust, homem de dinheiro, que lhe terá emprestado 800 ducados, exigindo-lhe a participação nos lucros da empresa que então formaram e a que deram o nome de "Das Werk der Buchei" (Fábrica de Livros). A sociedade ganhou pouco tempo depois um novo sócio, Pedro Schoffer. Terá sido este que descobriu o modo de fundir e fabricar caracteres, aliando o chumbo ao antimônio, devendo-se a ele também uma tinta composta de negro de fumo. Mas é a Gutenberg que a história atribui o mérito principal da invenção da imprensa, não só pela idéia dos tipos móveis mas também pelo aperfeiçoamento da prensa (a prensa já era conhecida e utilizava-se para cunhar moedas, espremer uvas, fazer impressões em tecido e acetinar o papel). Nos primeiros impressos então produzidos contam-se várias edições do "Donato" e bulas de indulgências concedidas pelo Papa Nicolau V. No início da década de 1450, Gutenberg iniciou a impressão da célebre Bíblia de quarenta e duas linhas (em duas colunas). Com cada letra composta à mão, e com cada página laboriosamente colocada na impressora, tirada, seca e depois impressa no verso, parece quase impossível que alguém tivesse coragem para começar. Ao que parece Gutenberg estaria a imprimir trezentas folhas por dia, utilizando seis impressoras. A Bíblia têm 641 páginas, e pensa-se que foram produzidas cerca de trezentas cópias, das quais existem cerca de quarenta. Nem todas as cópias são iguais, tendo algumas no início de novos capítulos, letras pintadas à mão, em caixa alta. Os peritos reconhecem que a Bíblia foi impressa em dez seções, o que significa que Gutenberg deve ter possuído tipos suficientes para imprimir cerca de 130 páginas de cada vez.

Mais tarde, em 1455, depois de realizada esta impressão, a sociedade desfez-se por diferenças de interesses e direitos, suscitando-se entre Fust e Gutenberg tal dissidência que a justiça teve que intervir. Como conseqüência do julgamento e como compensação pela dívida, Fust ficou com a impressora, os tipos e as bíblias já completas, ou seja, todo o negócio de Gutenberg. Terá sido também em 1455 o ano de publicação da "Bíblia de quarenta e duas linhas".<Picture>

HELL, Dr. Ing. Rudolf - Cientista e industrial alemão mundialmente conhecido, descobriu, nos anos 20 do nosso século, o que mais tarde viria a ser chamado transmissor Hell (telex). Desde então a técnica da informática e da reprodução através de novas evoluções não deixou de progredir, começando pelo "clichógrafo" e pelo "cromografe", passando por aparelhos de fac-símile e telefoto para a imprensa e para polícia, até às fotocompositoras ultra-rápidas. A ação e a obra técnico-científica do Doutor Hell estão estreitamente ligadas à evolução da famosa e conhecida empresa de Kiel, que ele fundou, Dr. Ing. Rudolf Hell, G. m. b. H., da qual era, em 1973, presidente do conselho fiscal. Nesse mesmo ano foi agraciado como doutor honoris causa em Engenharia pela Universidade Técnica de Munique.

IBARRA, Joaquim (1725-1785) - Impressor espanhol, natural de Saragoça, que se estabeleceu em Madri. Foi o primeiro a utilizar o cartão para assetinar, através de pressão, o papel impresso.

JACOBI, Moritz Hermann von (1801-1875) - Físico alemão que descobriu a Galvonoplastia

JENSON, Nicolas (primeira metade do séc. XV - 1480) - Gravador francês da Casa da Moeda de Tour, nascido em Sommervoire (Marne), que foi enviado por Carlos VII a Mogúncia, com o fim de descobrir os segredos da tipografia. Estabeleceu-se depois em Veneza, em 1461, onde imprimiu mais de 150 obras com caracteres próprios, pelo que este tipo de letra foi denominado de jensonismo ou romano. O seu êxito leva o Papa Sixto IV a conceder-lhe, em 1475, o título de Conde Palatino. As nações católicas da Europa passaram então a adotar os caracteres romanos, enquanto que as maioritariamente protestantes continuaram a usar o gótico.

KOENIG, Frederick (1774-1833) - Deve-se a Frederick Koenig a introdução do mecanismo na imprensa, pela invenção, em 1811, da prensa mecânica e pela introdução da energia a vapor e o movimento rotativo através do cilindro. Frederic Koenig nasceu na Alemanha, tendo interrompido os seus estudos para se dedicar a aprender a arte de impressor e compositor, tendo realizado já, nesse tempo, tênues experiências no campo da entintagem mecânica. Em 1804 parte para Londres, verdadeiro centro industrial do mundo, onde encontrou apoios financeiros para as suas experiências no campo da impressão. A prensa mecânica que ele concebe em 1811 reduz as tradicionais nove operações do prelo "Stanhope" a três: primeira consiste em colocar no local o papel, a segunda pôr em marcha a tábua de entintagem e impressão ao mesmo tempo e a terceira retirar o papel. Esta máquina trabalhou, primeira vez, na tipografia londrina de George Woodfall e Richard Taylor, na impressão de 3000 exemplares da folha do "Annual Register" para 1810. Em 1812 cria uma outra máquina tipográfica num sistema que se pode denominar de plano-cilíndrico: o órgão impressor era de grande diâmetro e dividido em três partes do seu eixo, sendo utilizada uma dessas partes em cada movimento de vaivém do órgão tipográfico, imprimindo-se três exemplares numa volta completa do cilindro. É este engenho que serve de modelo para a máquina que começou a imprimir o jornal "The Times" em 29 de Novembro de 1814. Esta máquina impressora era dupla, porque construída com dois cilindros que faziam uma impressão simultânea. Inicialmente movida a braço, foi adaptada, em 1814, a vapor passando a imprimir 1100 ex. por hora. Em 1816 inventa uma máquina capaz de imprimir frente e verso de uma folha. Em 1818 Frederick Koenig associou-se com Frederic Bauer, fundando assim a famosa sociedade germânica Koenig & Bauer e ambos apresentam a primeira máquina de retiração no sistema plano-cilíndrico.

LANSTON, Tolbert - Americano que idealizou uma máquina de composição mecânica, formada por uma fundidora e por um teclado em separado, a que foi dado o nome de Monotype. A primeira patente data de 1887 e foi realizada para um modelo que nunca viria a ser construído. Foi preciso esperar até 1896 para que surgisse finalmente a primeira Monotype. No teclado de 276 teclas, que obteve a sua forma definitiva em 1908, existe uma pequena bobine de papel na qual são realizadas perfurações segundo os signos que são batidos no teclado. Inicialmente existiam duas bobines, que vão ser substituídas em 1897, por uma única bobine de dupla largura. Esta perfuração, que era primitivamente facilitada por contrapesos, foi definitivamente adaptada, em 1899, a ar comprimido. É esta perfuração que transmite à fundidora quais as matrizes a serem fundidas, segundo o texto previamente selecionado, saindo os tipos compostos em palavras e linhas justificadas, podendo ser corrigidos em separado. Esta razão levou a que o êxito desta máquina nos jornais não fosse muito, pois a composição em linhas/bloco (Linotype/Intertype) era mais rápida e cômoda, o que nos momentos excitantes da paginação dos jornais era determinante. Contudo, a Monotype foi utilizada universalmente, já que um bom compositor podia compor no teclado sete mil letras por hora, enquanto que a fundidora podia, sem esforço, fundir todo o trabalho produzido pelo teclado. Por outro lado, se as perfurações realizadas no papel fossem guardadas convenientemente poderiam ser novamente utilizadas pela fundidora na realização de uma nova composição, idêntica à primeira. A qualidade das composições era excelente, já que esta máquina utiliza uma melhor liga de chumbo que aquela que é utilizada nas outros tipos de máquinas de composição mecânica. Esta máquina dispõem de um conjunto de diferentes teclados e matrizes para serem substituídos conforme o tipo de letra a fundir.

LORILLEUX, Pierre (1788-1865) - Impressor que, em 1818, trabalhava na Imprensa Real Francesa, e que teve a idéia audaciosa de fabricar tinta de uma forma mais racional, vendendo-a seguidamente aos impressores, atitude que foi inicialmente acolhida com resistência. Em 1820 criou uma pequena fábrica nas margens do rio Biévre, instalando em 1824, com autorização real, uma outra fábrica nos altos de Pateaux em que utilizava um moinho de vento, fundando assim a mais antiga marca industrial de tintas para a impressão. Até ao nascimento desta nova indústria eram os impressores, eles mesmo, que fabricavam a tinta que utilizavam, quase sempre de cor preta e que era obtida pela combustão de resíduos gordurosos que depois eram misturado com óleo de noz ou outro, seguido de formas pessoais de que cada impressor conservava segredo. A pasta obtida era então esmagada à mão numa mesa com um pequeno cilindro. Em Portugal, o jornal "O Século" era impresso, em 1893, em tinta nacional da fabrica de Lisboa. Lorilleux & Cia. Não temos referências de quando se instalou em Portugal.

MANÚCIO (o velho), Aldo (1448-1515) - Famoso impressor italiano nascido em Bassano, o mais ilustre da sua família, que inspirando-se no manuscrito das Rimas de Francisco Petrarca, criou a cursiva itálica, para a obra de Virgílio, impressa em 1501. Um ano depois, esta obra seria aperfeiçoada e divulgada por Cláudio Garamond. Estabeleceu-se em 1494 em Veneza, com 45 anos de idade, com a ajuda do Príncipe Alberto Pio de Capri, onde fundou em 1500 a célebre Academia Aldina, com o objetivo de proceder à revisão de manuscritos gregos e latinos antigos antes de serem impressos. Sucederem-lhe o seu filho, Paolo (1511-1574) e o seu neto Aldo, "o jovem", (1547-1597).

MERGENTHALER, Otamar (1854-1899) - Inventor alemão, emigrou para os E.U.A. em 1872, onde em 1879, concebeu uma máquina de composição mecânica, a que deu o nome de Linotype. O princípio da Linotype consiste em juntar, com a ajuda de um teclado, não letras mas matrizes de letras que formam um molde/bloco em linha. Por isso que se chamam a estas máquinas "linhas bloco" por oposição às máquinas que compõem linhas letra por letra (ex: Monotype). É esta particularidade de fundir num só bloco de chumbo uma linha de matrizes (type em inglês), ou seja "line of type" (linha de matrizes), que está na origem do seu nome. A primeira patente data de 1880 sendo a primeira máquina de 1884. Em 1886 a primeira Blower Linotype, nome que provém do sopro pelo qual eram puxadas as matrizes, compunha já linhas para o jornal "New York Tribune". Merganthaler, pouco tempo depois, substitui este sistema de sopro, já que as matrizes acabavam por cair devido ao seu peso, procedendo à experiência de diversos tipos de matrizes até que chegou à forma atual e definitiva de cunha.

MARINONI, Hippolyte (1823-1904) - Mecânico e tipógrafo francês, de origem italiana, concebeu em 1847/48 uma das primeiras máquinas de reação para a imprensa e em 1867, uma das primeiras rotativas, que expôs na Exposição Universal de Paris. A máquina de reação, de quatro cilindros, que concebeu em 1847 imprimia, por cilindro, 1500/hora folhas de 45 x 134 cm. Este sistema desenvolvido em conjunto com a casa Gaveaux tinha um destinatário - o jornal "La Presse" - de Emile de Girardin, que tinha requerido a estes construtores uma nova máquina para o seu jornal. Foram célebres os seus prelos modelo Indispensável (1 200 a 1 500 ex. por hora, formato 76 por 55 cm), Universal ( 1 200 a 1 500 ex. por hora, formato de 1m por 68 cm, empregava 4 homens) e Especial (para impressão a 2 cores, 500 a 600 ex. por hora, formato de 1, 18 m por 80 cm, com 11 rolos de dar tinta, 7 distribuidores de tinta).

Em Portugal, Hippolyte Marinoni, esteve representado na Exposição Universal do Porto, que decorreu no Palácio de Cristal em 1865, onde expôs um prelo mecânico (Classe 10º - Machinas e Utensílios de Manufacturas e Officinas Industriaes). Vários jornais, como o "Comércio do Porto" e "O Primeiro de Janeiro" e o "Diário de Notícias", tiveram nas suas oficinas máquinas deste construtor.

PLANTIN, Christophe (1520 ? - 1589) - Célebre impressor nascido em Saint-Avertin, próximo de Tours (França). Com aproximadamente 35 anos decide estabelecer-se em Antuérpia, em 1549, onde um acidente o fez renunciar ao mister de encadernador, que trocou pelo de impressor. Esta atividade, permitiu-lhe alcançar uma notável fama através da publicação de missais e livros de música. Mas a sua obra mais importante, e que o consagrou definitivamente, foi a famosa "Bíblia Régia", encomendada por Felipe II de Espanha, que começou a ser impressa em 1568 e que terminou em 1572. Desta edição, em oito volumes e cinco línguas (grego, latim, hereu, caldeu e sírio), Plantin imprimiu 120 exemplares, dos quais 12 em pergaminho que foram entregues ao Rei. Em 1570, já Filipe II, a que se seguiu o rei de Portugal, lhe havia outorgado o título de arquitipógrafo real. Em 1570, Plantin construiu o edifício definitivo onde instalou a sua oficina tipográfica, a que deu o nome de "Compás de Oro", porque tal era a representação do seu escudo e armas. Nesta oficina, continuaram a trabalhar os seus sucessores, nomeadamente o seu genro Moretus. O seu neto, Baltazar Moretus, foi um destacado tipógrafo tendo trabalhado com o pintor Rubens que gravou muitas estampas para os seus livros. A oficina Plantin-Moretus existiu até ao ano de 1867, altura em que foi vendida por Eduardo Moretus ao município de Antuérpia. Aí foi instalado o famoso Museu Plantin-Moretus, talvez o mais completo museu gráfico do mundo.

ROGERS, Jonh Raphael e BRIGHT, Fred. Eugene - Americanos que idealizaram uma máquina de composição mecânica que apareceu no mercado em 1900 com o nome de Typograph. Esta máquina realizava automaticamente a justificação e distribuição, fundindo os caracteres em linhas/bloco, sendo as primeiras patentes de 1888, 1890 e 1894. Um processo de contrafação foi tentado pela Companhia Linotype a estes inventores, passando a fabricação da Typograph a ser proibida nos E.U.A. e a ser realizada na Alemanha. A primeira demonstração realizou-se na Exposição Industrial de Berlim em 1896 onde lhe foi traçado o enorme êxito que viria a ter em toda a Europa, a que não é alheia a sua simplicidade e baixo preço.

Tal como nas outras máquinas de composição mecânica, num teclado são selecionadas as matrizes que resvalam para a fundidora por uma espécie de leque de 84 arames. Para uma nova composição seria somente necessário levantar o leque, voltando as matrizes à sua posição inicial. Muitas destas máquinas mantiveram-se em serviço até aos finais dos anos 80, podendo ser ainda hoje encontradas em funcionamento em algumas tipografias.


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