Capitulo 16:


Autor: José Carlos de Freitas Junior - email: josefreijr@zipmail.com.br


A TV VIA SATÉLITE

 

Os satélites de comunicação são outra tecnologia de transmissão por microonda que pode desafiar o fornecimento, via radiodifusão e via a cabo, de serviços de mídia de ponta para os lares, ser um meio multimidiático, pois permite a melhoria na qualidade da programação do sistema de TV. Esses satélites vêm sendo usados pelas organizações da mídia para transmissões de notícias e entretenimento desde que os primeiros "pássaros" entraram em órbita em meados dos anos 60.

A transmissão via satélite também se tornou um importante recurso operacional para as emissoras de TV locais. Uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Emissoras (NAB) estima que as estações locais possuem uma média de quatro estações de satélite em terra.

No final dos anos 90, uma nova geração de satélites de transmissão preparou o palco para o retorno do DBS. Originalmente considerava-se que a tecnologia do DBS seria um meio de alcançar 15 milhões de lares americanos nas áreas rurais mal servidas pelos sistemas de televisão convencional e a cabo.

Sistemas de transmissão DBS — Direct Broadcast Sattelite (Banda C) Este é um sistema de geração via satélite onde a geradora envia um sinal para um determinado satélite, e o receptor capta através da antena parabólica convencional. Desde o surgimento da programação network, as redes de televisão utilizam este sistema para enviar a programação net para suas emissoras competentes de rede e afiliadas.

Um dos pontos positivos para esse sistema é a sua utilização em locais distantes, onde o sistema via cabo não chega ou mesmo nas cidades e o custo da instalação não é muito alto. E um ponto negativo deste é o limite da capacidade de canais. Não tem anúncios nacionais, somente internacionais.

A rede líder é a DirectTV, um empreendimento patrocinado pela Hughes Communications. A DirectTV oferece mais de cem canais de informação e entretenimento aos lares transmitidos para pequena parabólicas de propriedade do cliente.

E um outro sistema é o DTH — Direct to Home (Banda KU) Serviço de distribuição de sinais do satélite diretamente para a casa do usuário. Este sistema funciona com a mesma estrutura do DBS. O sistema permite um aumento significativo na quantidade de canais e uma excelente melhoria na qualidade de transmissão, devido a sua qualidade digital. Comporta o sistema pay-per-view, comum em países desenvolvidos para vender eventos especiais e filmes recém-lançados em circuito comercial.

A DTH inaugura uma nova fase da tecnologia do entretenimento doméstico: a era digital e interativa. Possibilita ao usuário interagir com a televisão e acessar, por meio de controle remoto, um guia de programação com filmes inéditos, lançamentos e eventos especiais como shows e concertos.

É uma nova tecnologia de televisão fechada, já bem difundida no Brasil, que envia o seu sinal televisivo para a casa dos assinantes diretamente de satélites de comunicação específicos em órbitas geoestacionárias. Para isso, o usuário do serviço precisa instalar uma miniparabólica, que é direcionada para o satélite.

É importante frisar que existe uma grande limitação no DTH, haja vista que as redes de TV aberta, na sua quase totalidade, não estão permitindo a inclusão de seus sinais nesta transmissão. Um dos motivos desta atitude está baseado na atuação regional das redes através das afiliadas.

No Brasil cerca de três milhões de pessoas assinam algum tipo de TV paga no país. Destes, cerca de 32% utilizam algum tipo via satélite, ou DTH, Dirct To Home, um aumento significativo frente aos 24% de um ano atrás. No sistema de DTH, o assinante recebe uma mini-antena parabólica e um decodificador, que captam o sinal de TV enviado diretamente do satélite, de forma digital. Além dos benefícios de qualidade que o sinal apresenta, a área de cobertura da transmissão via satélite é muito maior do que as redes de calor e transmissões por microondas (MMDS).

Nota-se que a tecnologia dos satélites permitiu uma evolução da tecnologia no Brasil em 1997, dois anos após a sua chegada ao país, o DTH possuía poucos assinantes, aumentando em 1999 e, finalmente atingido a marca de 1.013.908 neste ano 2000.

Uma explicação para esse crescimento, mesmo diante das crises econômicas que acometeram o Brasil nos últimos tempos, é o fato de o DHT não depender de novas concessões para operar, diferentemente da TV a Cabo, por exemplo.


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